Bombeiros de Seia e Loriga prestam auxílio às populações afetadas pela tempestade em Leiria
Na sequência dos estragos provocados pela Depressão Kristin na região de Leiria, os Bombeiros Voluntários de Seia encontram-se no terreno a prestar apoio às populações afetadas, integrando o dispositivo nacional de resposta à emergência.
Desde sábado que o veículo VALE03 da corporação de Seia está empenhado no distrito de Leiria, mais concretamente no concelho de Pombal, integrado no GRRA – Grupo de Reforço para o Abastecimento de Água. De acordo com os Bombeiros Voluntários de Seia, “a nossa equipa permanece no terreno, assegurando o transporte de água para consumo essencial, reforçando a capacidade de resposta local e garantindo que nenhuma comunidade fica desprotegida”.
A mobilização deste meio ocorreu na sequência de uma solicitação do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, envolvendo igualmente as corporações de bombeiros de Loriga (Seia), Gouveia, Manteigas, Guarda, Celorico da Beira, Trancoso, Mêda e Pinhel.
O VALE03, com capacidade para transportar 29 mil litros de água, foi integrado num esforço de reforço nacional numa altura em que a Depressão Kristin causou danos significativos naquela região, afetando populações, infraestruturas e a capacidade local de resposta, refere ainda a corporação senense.
Os Bombeiros Voluntários de Seia sublinham que esta missão reflete “o compromisso permanente dos nossos bombeiros com a proteção e o apoio às comunidades, dentro e fora do nosso concelho, sempre que somos chamados”, destacando a importância da solidariedade entre corpos de bombeiros em situações de emergência de grande escala.
Na nota pública, a corporação deixa ainda uma palavra de reconhecimento aos operacionais envolvidos, enaltecendo “o profissionalismo, a dedicação e o espírito de missão” demonstrados ao longo da operação, desejando “boa missão e um regresso seguro” a todos os elementos destacados.
De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, cinco das mortes registadas estão diretamente associadas à passagem da depressão. A Câmara Municipal da Marinha Grande confirmou uma outra vítima mortal, a que se somaram quatro óbitos ocorridos em circunstâncias indiretas, nomeadamente quedas de telhados durante trabalhos de reparação e casos de intoxicação provocados pelo uso de geradores. O balanço inclui ainda algumas centenas de feridos e pessoas desalojadas.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém concentram os maiores prejuízos. Face à gravidade da situação, o Governo decretou o estado de calamidade até ao próximo domingo em 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio que poderá ascender aos 2,5 mil milhões de euros.
