PJ investiga alegados abusos sexuais em equipa de sapadores florestais da Câmara de Seia
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A Polícia Judiciária da Guarda está a investigar uma denúncia de alegados abusos sexuais e situações de bullying envolvendo um sapador florestal da Câmara Municipal de Seia, praticados, segundo a queixa, por colegas e por um superior hierárquico ligados à Proteção Civil.

De acordo com informações avançadas pelo jornal Correio da Manhã, a alegada vítima é um trabalhador de 62 anos que afirma ter sido alvo, numa fase inicial, de comportamentos de intimidação e humilhação, os quais terão evoluído, a partir de 2022, para abusos sexuais reiterados, ocorridos em contexto de trabalho. Segundo o mesmo relato, os factos terão tido lugar em instalações municipais e em viaturas de serviço

O homem encontra-se atualmente de baixa médica, após ter sofrido um acidente vascular cerebral, e apresentou queixa junto da Polícia Judiciária. A investigação encontra-se em curso, estando os factos sujeitos a apuramento pelas autoridades judiciais.

Na sequência da denúncia, o presidente da Câmara Municipal de Seia, Luciano Ribeiro, confirmou a abertura de um processo disciplinar interno e a comunicação do caso ao Ministério Público. O autarca explicou que o procedimento interno se encontra condicionado pela existência de um inquérito-crime em curso, encontrando-se, por isso, suspenso até serem conhecidas conclusões das autoridades judiciais.

A autarquia assegurou ainda que prestou apoio social e acompanhamento clínico à alegada vítima, através dos serviços de ação social do município, tendo sido garantido que, em caso de regresso ao trabalho, o funcionário será colocado noutro serviço. Os alegados envolvidos mantêm-se, para já, em funções, vigorando o princípio da presunção de inocência.

O caso tinha já sido noticiado em dezembro pelo Seia Digital, na sequência de uma intervenção na Assembleia Municipal de Seia por parte do líder do Chega, em que questionou o executivo sobre a existência de uma alegada agressão sexual entre trabalhadores da autarquia. Na altura, o presidente da Câmara afirmou que, assim que teve conhecimento da denúncia determinou de imediato a abertura de um processo de averiguações e garantiu a proteção da alegada vítima, sublinhando a necessidade de salvaguardar o segredo de justiça e os direitos de todas as partes envolvidas.

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