Congresso em Viseu debate futuro da bacia hidrográfica do Mondego
O 1º Congresso do Mondego realiza-se a 24 de outubro, em Viseu, reunindo autarcas, investigadores, especialistas e associações ambientais para discutir os problemas ambientais da bacia hidrográfica e os modelos de gestão dos recursos hídricos. O debate surge também num contexto de contestação do MUNDA ao projeto da barragem de Girabolhos.
O futuro da bacia hidrográfica do Mondego vai estar em discussão no próximo sábado, 24 de outubro, durante o 1º Congresso do Mondego, que decorre no auditório do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), em Viseu.
Organizado pelo MUNDA – Movimento para a Defesa do Rio Mondego, em conjunto com os municípios de Viseu, Guarda e Coimbra, o encontro tem como tema “Que futuro para esta bacia hidrográfica?” e conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República.
Ao longo do dia, autarcas, investigadores, especialistas e representantes de associações ambientais vão debater os principais desafios físicos e ambientais da bacia do Mondego, bem como os modelos de gestão e governação necessários para assegurar uma administração eficaz e articulada dos recursos hídricos.
A sessão de abertura está marcada para as 10h00 e deverá contar com a participação dos presidentes das câmaras municipais de Viseu, João Azevedo, Coimbra, Ana Abrunhosa, e Guarda, Sérgio Costa, além de António Minhoto, dirigente do MUNDA.
Durante a manhã, a primeira sessão será dedicada aos “Problemas físicos e ambientais da bacia hidrográfica do Mondego”, com intervenções de Fernando Seabra Santos, Pedro Bingre do Amaral, Sílvia Martins e Pedro Raposo. O debate está previsto para as 12h30. Entre as questões em análise estão a erosão dos solos, a capacidade de retenção de água, o estado e o ordenamento dos cursos de água e a impermeabilização dos solos.
A sessão da tarde, com início às 14h30, será dedicada ao “Modelo a implementar para uma boa governação da bacia hidrográfica do Mondego”, procurando identificar soluções para uma gestão mais eficaz dos recursos hídricos. Participam Helena Freitas, Pedro Baila Antunes, Rui Cortes, José Antunes do Carmo e Tiago Pais. O debate está previsto para as 16h30.
O encerramento do congresso está marcado para as 17h00, com a participação de Jorge Gouveia Monteiro, também dirigente do MUNDA.
Barragem de Girabolhos no centro da discussão
O projeto da barragem de Girabolhos, no Alto Mondego, constitui uma das questões relacionadas com o futuro da bacia hidrográfica. O MUNDA tem contestado a abordagem do Governo ao empreendimento, defendendo que a barragem não resolve os problemas estruturais de controlo de cheias e que a discussão não deve desviar a atenção de outras ineficiências existentes na bacia hidrográfica.
A infraestrutura está projetada para uma área que abrange os concelhos de Seia, Gouveia e Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, e de Mangualde e Nelas, no distrito de Viseu.
O congresso pretende, assim, colocar em debate questões relacionadas com a gestão integrada da bacia do Mondego, desde a conservação dos solos e dos cursos de água à retenção de recursos hídricos e à articulação entre as entidades responsáveis pela sua gestão.
