PSD de Seia quer IC6 até Folhadosa e diz não haver garantias para o IC7 e o IC37
Os social-democratas defendem que a conclusão do IC6 até Folhadosa deve ser a primeira etapa para melhorar as acessibilidades ao concelho. Lúcia Leitão reconhece que não existem garantias para a concretização dos restantes itinerários e defende uma estratégia faseada.
O PSD de Seia considera prioritário assegurar a chegada do IC6 a Folhadosa, defendendo que esse avanço deve abrir caminho à reivindicação de novas ligações rodoviárias para o concelho. Sobre o IC7 e o IC37, os representantes do partido admitem que “não existem garantias de concretização”.
A posição foi expressa por Paulo Hortênsio e Lúcia Leitão durante a conferência de imprensa em que o PSD fez o balanço da sua atividade política por ocasião do primeiro aniversário das eleições autárquicas.
Paulo Hortênsio rejeitou que a defesa do IC6 até Folhadosa signifique aceitar que o itinerário “termine no meio da mata”, entendendo que depois “há um caminho para fazer”. O vereador afirmou que o objetivo é “assegurar uma ligação funcional para Seia”, permitindo ao concelho melhorar o acesso à rede rodoviária e criar melhores condições para a atividade económica.
“Nós estamos a defender o concelho de Seia neste momento”, afirmou, explicando que a prioridade passa por concretizar a ligação até Folhadosa, sem abandonar a reivindicação de outras acessibilidades.
O eleito considera que a falta de ligações adequadas prejudica a capacidade de atrair empresários e projetos e dificulta o transporte de produtos a partir do concelho. Na sua intervenção, apontou também a saída de projetos empresariais para outros territórios como uma preocupação, salientando que “a pior coisa que pode acontecer a um Município é nem sequer reter o que já tem”.
IC7 e IC37 devem ser reivindicados por etapas
Lúcia Leitão defendeu que a estratégia deve avançar por fases, começando pela ligação do IC6 a Folhadosa e seguindo-se a reivindicação do troço entre Folhadosa e Vila Chã, associado ao IC7.
A partir de Vila Chã, explicou, poderão colocar-se diferentes cenários: uma ligação pelo IC37 em direção a Viseu e Nelas, ou pelo IC7 em direção a Mangualde e à A25, ambos com ligação à ferrovia. Na sua perspetiva, os itinerários têm importância para a região, mas a reivindicação deve ter em conta os custos e a capacidade de concretização das obras.
“Não é possível haver os três ICs construídos ao mesmo tempo”, afirmou, defendendo uma abordagem que permita avançar com as ligações consideradas mais urgentes sem perder de vista os objetivos de longo prazo.
A eleita reconheceu, contudo, que “não há garantias” para o IC7 e o IC37. Segundo relatou, o compromisso assumido pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, incidiu sobre o IC6, ficando o desenvolvimento das restantes ligações dependente de decisões futuras e de outros fatores.
Barragem de Girabolhos pode influenciar os traçados
Na intervenção, Lúcia Leitão apontou ainda a construção da barragem de Girabolhos como um fator que poderá influenciar o desenvolvimento futuro da rede rodoviária. As ligações associadas ao empreendimento poderão, na sua perspetiva, “ter impacto nos traçados e nos custos” de futuras estradas.
A eleita defendeu que o planeamento deve considerar o conjunto do território e as ligações entre cidades e regiões, em vez de se limitar à perspetiva de cada concelho isoladamente.
Paulo Hortênsio afirmou que o PSD continuará a defender novas acessibilidades, mas considera que “a prioridade imediata” deve ser garantir o avanço do IC6 até Folhadosa. O partido entende que uma melhoria da ligação rodoviária poderá contribuir para atrair empresas, investimentos e novos projetos para Seia.
📸 PSD de Seia defende a continuação do IC6 até Folhadosa e, numa segunda fase, a ligação a Vila Chã pelo IC7, para evitar que a estrada volte a ficar parada no meio da mata
