Misericórdia de Seia diz não ter recebido qualquer proposta do Governo para assumir gestão do Hospital
A Santa Casa da Misericórdia de Seia esclareceu esta quarta-feira que, até ao momento, não recebeu qualquer proposta formal do Governo para assumir a gestão do Hospital Nossa Senhora da Assunção, na sequência das notícias que dão conta da intenção do Executivo de devolver a unidade hospitalar à instituição.
Num comunicado assinado pelo provedor Paulo Caetano, a Mesa Administrativa afirma que “a Santa Casa da Misericórdia de Seia não recebeu qualquer proposta formal de transferência da gestão do Hospital, nem foi contactada pelo Governo ou por qualquer outra entidade pública com esse objetivo”.
No mesmo documento, a instituição recorda que o Hospital Nossa Senhora da Assunção foi gerido pela Misericórdia até à sua nacionalização, ocorrida em 11 de novembro de 1975, acrescentando que, desde então, “o terreno e o edifício onde funciona o Hospital Nossa Senhora da Assunção mantiveram-se propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Seia, sendo a sua utilização objeto de contrato através do qual é paga uma renda pela Unidade Local de Saúde da Guarda”.
Apesar de não existir qualquer contacto formal, a Misericórdia manifesta abertura para analisar uma eventual proposta, caso venha a ser apresentada. “A Santa Casa da Misericórdia de Seia estará naturalmente disponível para as analisar com sentido de responsabilidade e total abertura institucional”, refere o comunicado.
Paulo Caetano sublinha, contudo, que qualquer solução terá de assentar em princípios considerados fundamentais pela instituição: “a garantia do reforço da qualidade dos cuidados de saúde prestados à população”, a “preservação de todos os serviços atualmente disponibilizados aos utentes”, a “salvaguarda dos direitos e da estabilidade dos profissionais envolvidos” e a “defesa da sustentabilidade económica e financeira da Santa Casa da Misericórdia de Seia, não podendo qualquer solução futura colocar em causa a sua missão social nem o equilíbrio da instituição”.
A instituição reafirma ainda “o seu compromisso histórico com a comunidade” e assegura que acompanhará “com atenção e responsabilidade qualquer evolução deste processo, prestando todos os esclarecimentos necessários sempre que existam factos concretos a comunicar”.
A concluir, a Santa Casa deixa uma mensagem de tranquilidade à população, garantindo que “qualquer eventual alteração futura será avaliada exclusivamente em função do interesse público, da qualidade dos cuidados de saúde e da defesa dos interesses da comunidade de Seia e do seu concelho”.
