Museu do Azeite de Oliveira do Hospital é finalista das Novas 7 Maravilhas de Portugal
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Espaço museológico da Bobadela representa a Região de Coimbra na categoria Arquitetura do Século XXI. A grande final realiza-se este sábado, 12 de setembro.

O Museu do Azeite, na Bobadela, Oliveira do Hospital, é um dos finalistas do concurso “Novas 7 Maravilhas de Portugal”, na categoria Arquitetura do Século XXI, levando à final o nome de Oliveira do Hospital e de toda a Região de Coimbra.

A grande final realiza-se este sábado, 12 de setembro, e a candidatura tem mobilizado o apoio do Município de Oliveira do Hospital. O presidente da Câmara, José Francisco Rolo, e a vereadora da Cultura e do Turismo, Luísa Correia, visitaram recentemente o espaço, onde foram recebidos pelo fundador, António Dias. Durante a visita, os autarcas manifestaram publicamente o seu reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pela equipa do museu e pelo percurso alcançado no concurso nacional.

José Francisco Rolo considerou a presença na final “uma conquista muito positiva” e destacou o Museu do Azeite como “um projeto único e claramente diferenciador”, não apenas na Região Centro, mas também no panorama nacional. Para o autarca, trata-se de um espaço de excelência na área da museologia, que combina arquitetura contemporânea com a preservação da memória e da identidade associadas à produção de azeite.

Preservar a memória do azeite

O Museu do Azeite apresenta-se como um espaço dedicado à memória da produção do azeite, desde o Neolítico até aos anos 70 do século XX, preservando equipamentos, objetos e testemunhos relacionados com esta atividade.

Para José Francisco Rolo, a oliveira, o olival e a produção de azeite constituem “um modo de vida e património único” que marca a paisagem e a identidade do território.

O presidente da Câmara deixou ainda um apelo ao apoio dos portugueses à candidatura, considerando que o reconhecimento do Museu do Azeite representa também uma valorização da cultura ligada à olivicultura.

A vereadora Luísa Correia sublinha, por sua vez, que “o azeite é um elemento indissociável da nossa identidade e do nosso património cultural e gastronómico”, assumindo-se como uma herança da dieta mediterrânica e um produto associado à tradição e à qualidade.

O fundador do museu, António Dias, recordou que passou grande parte da vida a reunir peças com o objetivo de criar um espaço museológico dedicado ao azeite. “Toda a vida colecionei peças para um dia fazer um museu”, afirmou, revelando que visitou vários museus em Portugal, Espanha e Itália antes de concretizar o projeto.

Nesta fase decisiva do concurso, António Dias agradeceu o apoio da autarquia e “a todos os portugueses pelo apoio dado”, que, segundo o fundador, tem permitido à equipa “continuar a sonhar”.

A presença na final das Novas 7 Maravilhas de Portugal constitui, assim, um reconhecimento do projeto desenvolvido na Bobadela, que procura conjugar arquitetura contemporânea, inovação e tradição na preservação do património ligado ao azeite.

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