GNR detém três homens por caça ilegal em Seia e Trancoso
Publicidade

O Comando Territorial da Guarda, através das equipas do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) de Gouveia e de Pinhel, deteve três homens nos dias 7 e 8 de dezembro pela prática de caça com meios proibidos e em áreas de proteção, em ações distintas realizadas nos concelhos de Seia e Trancoso.

Em comunicado, a GNR explica que, no dia 7 de dezembro, durante “uma ação de prevenção e fiscalização do ato venatório”, os elementos do SEPNA de Gouveia detetaram um homem de 65 anos “a caçar com recurso a meios proibidos, nomeadamente um chamariz”, o que levou à sua detenção em flagrante delito. Da operação resultou ainda a apreensão de “uma arma de caça, um chamariz, 44 cartuchos e uma bolsa com cinturão”.

Já no dia 8 de dezembro, no concelho de Trancoso, o SEPNA de Pinhel deteve dois homens, de 39 e 61 anos, por estarem a praticar “caça de salto ao javali em área de proteção, nomeadamente a menos de 500 metros de duas instalações industriais”. Nesta segunda ação foram apreendidas “duas armas de caça, duas cartas de caçador, dois livretes de manifesto de arma e oito cartuchos”.

Os três suspeitos foram constituídos arguidos, tendo os factos sido comunicados aos Tribunais Judiciais de Seia e de Trancoso, indica ainda a GNR.

A força de segurança alerta que “quem capturar espécies não cinegéticas, com recurso à utilização de meios e processos não autorizados, incorre num crime contra a preservação da fauna e das espécies cinegéticas”, sendo punido “com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 100 dias”.

No mesmo comunicado, a GNR relembra que existem diversas áreas de proteção onde o exercício da caça é interdito, devido aos riscos que pode representar “para a vida, saúde ou tranquilidade das pessoas, ou pela possibilidade de causar danos materiais”. Entre estas zonas incluem-se praias de banho, estabelecimentos sensíveis como escolas, hospitais ou lares, infraestruturas como aeroportos e portos, e ainda instalações industriais e terrenos circundantes, numa faixa de proteção de 500 metros.

A força de segurança reforça que “o cumprimento destas medidas é essencial para garantir a segurança e o bem-estar da população e a proteção dos bens e infraestruturas”.

A GNR, através do SEPNA, lembra que dispõe da Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) disponível 24 horas por dia para denúncias ou pedidos de esclarecimento.

Partilhe este artigo...