Livro revela novos relatos da Invasão Francesa em Seia e Gouveia
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Apresentação decorre dia 8 de novembro na Biblioteca Municipal de Seia.

No próximo sábado, 8 de novembro, às 15:00h, a Biblioteca Municipal de Seia recebe a apresentação do livro “Cartas dos Grandes e Graves Prejuízos – Relatos da Invasão Francesa nos Concelhos de Seia e Gouveia”, da autoria do historiador Sérgio Alves.

A obra recupera, pela primeira vez, o conjunto de cartas escritas entre 1810 e 1811 por párocos e curas das freguesias dos concelhos de Seia e Gouveia, que testemunharam de perto a violência da 3ª Invasão Francesa.

Com base numa investigação histórica minuciosa, o autor transcreve e contextualiza relatos que descrevem saques, incêndios, profanações e mortes provocados pelas tropas napoleónicas comandadas por Massena, que atravessaram a Serra da Estrela rumo a Lisboa, deixando um rasto de destruição.

“Cada carta revela uma realidade diferente, mas igualmente dolorosa, vivida pelas gentes de Seia e Gouveia nesse período sombrio da nossa história”, refere Sérgio Alves.

Mais do que um retrato bélico, o livro dá voz às populações que sofreram longe dos campos de batalha, revelando a dimensão humana da guerra e a força de comunidades que resistiram à brutalidade. Para o historiador, esta obra constitui “um tributo  resiliência de comunidades que resistiram com coragem à brutalidade da História”.

Sérgio Alves propõe ‘Rota da Memória’ para unir Seia, Gouveia e Oliveira do Hospital

Natural de São Romão, Sérgio Alves é licenciado em História pela Universidade de Coimbra e tem-se dedicado ao estudo e valorização da memória e do património histórico do concelho de Seia. É também autor do livro “Por entre marcos e padrões – A história dos limites de São Romão”.

Além do lançamento do livro, o historiador propõe ainda a criação de uma “Rota da Memória” nos concelhos de Seia, Gouveia e Oliveira do Hospital, iniciativa que deveria ser articulada com os locais afetados pelas invasões francesas, como Almeida, Torres Vedras ou o Buçaco, valorizando o património histórico, educativo e turístico da região.

“Cada aldeia, cada freguesia tem um relato único que, articulado em rede, permite compreender melhor a dimensão e o impacto das invasões na vida quotidiana das pessoas”, explica o autor, que defende que o projeto poderia unir memória, educação e desenvolvimento local.

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