Seia declara situação de alerta de âmbito municipal
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O presidente da Câmara Municipal de Seia, Luciano Ribeiro, declarou, esta tarde, a Situação de Alerta de Âmbito Municipal, na sequência do incêndio que deflagrou cerca das 10h30 de hoje, em Corgas, freguesia de Sandomil, e que continua ativo.

A decisão foi tomada às 14h30, na sequência da rápida e imprevisível progressão das chamas, que originaram risco elevado em várias freguesias do concelho, entre as quais Sandomil, Sazes da Beira, Vila Cova, São Romão, União de Freguesias de Torrozelo e Folhadosa e União de Freguesias de Carragozela e Várzea de Meruge, colocando em causa a segurança de pessoas e bens.

A declaração, emitida ao abrigo da Lei de Bases da Protecção Civil, produz efeitos imediatos e mantém-se até às 23h59 de 7 de setembro, podendo ser prorrogada caso a evolução da situação o justifique.

No âmbito desta declaração foi acionada a Comissão Municipal de Proteção Civil de Seia, que assegura a articulação de todos os agentes de proteção civil, forças de segurança e entidades envolvidas, bem como a avaliação da necessidade de ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil. O comando operacional é assumido pelo Coordenador Operacional Municipal, em articulação com a Comissão Municipal de Proteção Civil, recorrendo aos meios e mecanismos previstos no PMEPC.

Dada a gravidade da situação, o Município adianta que estão a ser implementadas medidas de confinamento de várias localidades abrangidas pelo incêndio e a deslocalização preventiva de pessoas para os abrigos previamente definidos, com destaque para a criação de uma zona de acolhimento temporário na Casa do Povo de Torroselo. Paralelamente, estão a ser difundidos avisos à população pelos diversos agentes de proteção civil, com mensagens relativas aos comportamentos a adotar, nomeadamente a não deslocação para os locais do incêndio e a necessidade de manter os acessos desimpedidos, de forma a garantir a livre circulação dos meios de socorro.

O Município de Seia relembra que todos os cidadãos e entidades privadas têm o dever de colaborar com as autoridades de proteção civil, seguindo as suas ordens e orientações. O incumprimento ou resistência às ordens legítimas das entidades competentes constitui ilícito penal e as respetivas penas são agravadas em um terço, nos seus limites mínimo e máximo.

Segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o incêndio em mato que começou na localidade de Sandomil, concelho de Seia, distrito da Guarda, mobiliza 495 operacionais apoiados por 144 veículos e 12 meios aéreos.

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