Fundos Europeus reforçam valorização dos recursos endógenos da Região Centro
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Cerimónia de assinatura de Planos de Ação referentes às estratégias das Aldeias de Montanha, Fileira dos Vinhos das Regiões Vitivinícolas do Centro, Portugal Romano e Queijos da Região Centro vai decorrer esta quarta-feira nas Ruínas Romanas da Bobadela, Oliveira do Hospital.

A Autoridade de Gestão do Programa Regional do Centro (Centro2030) e as entidades líderes das Estratégias de Eficiência Coletiva das Aldeias de Montanha, da Fileira dos Vinhos das Regiões Vitivinícolas do Centro, do Portugal Romano e dos Queijos da Região Centro formalizam esta quarta-feira, 21 de maio, pelas 11:00h, a assinatura dos Planos de Ação do Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE).

Os Planos de Ação visam promover a cooperação e a inovação em cada uma destas áreas estratégicas, através da implementação de projetos que valorizem os recursos endógenos, fortaleçam a identidade regional e contribuam para o desenvolvimento sustentável dos territórios e comunidades envolvidas, refere a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro).

A estratégia PROVERE – Aldeias de Montanha 2030 ambiciona revitalizar e valorizar o património natural e cultural dos territórios de montanha, promovendo um desenvolvimento sustentável e a fixação de população. Pretende tornar as Aldeias de Montanha numa referência nacional na revitalização do espaço rural, através de uma abordagem transformadora e inovadora de valorização dos recursos inimitáveis das serras da Estrela e Gardunha e de ativação das suas comunidades. Assume como prioridade a revitalização do espaço rural, com base na criação e experimentação de novos modelos disruptivos que contribuam para criar valor nos recursos inimitáveis e, assim, assegurar a sustentabilidade do território, ancorado nas suas comunidades vivas, nos quais se destaca a autenticidade dos seus produtos, gentes e modos de vida.

O Portugal Romano – Programa de Valorização Económica do Património Romano visa promover a valorização económica do património romano (material e imaterial), com base numa abordagem integrada, multissectorial, inovadora e criativa, com vista à competitividade e atratividade dos territórios. Um dos principais desafios desta intervenção é contribuir para a preservação dos vestígios e legado histórico-cultural do povo romano, ao mesmo tempo que procura potenciar a atratividade do destino e a captação de novos públicos.

Os Queijos da Região Centro pretende valorizar e promover a qualidade e a identidade dos queijos regionais, apoiando os produtores e reforçando a sua presença no mercado. Melhorar a competitividade e o crescimento sustentável da fileira dos queijos qualificados do Centro de Portugal, assumindo a inovação e o conhecimento enquanto vetores estratégicos de ação, é um dos principais objetivos do Plano de Ação.

A Fileira dos Vinhos das regiões vitivinícolas do Centro procura fortalecer a competitividade do setor vitivinícola regional, apostando na qualidade, inovação e promoção dos vinhos da região. Assenta na ambição de promover nestes territórios uma estratégia coletiva integrada e sustentada num conjunto de objetivos estratégicos a partir dos quais se pretende obter um efeito multiplicador nas economias locais destes territórios. Promover a competitividade, inovação e crescimento sustentável da fileira do vinho, estimular o empreendedorismo e a inovação, aumentar a notoriedade dos Vinhos das Regiões Vitivinícolas da Região Centro e garantir a resiliência da fileira aos desafios das alterações climáticas são alguns dos objetivos traçados no Plano de Ação.

Isabel Damasceno, presidente da CCDR Centro, explica que a assinatura destes quatro Planos de Ação, depois da recente assinatura dos Planos de Ação das Aldeias Históricas e das Aldeias do Xisto, “dá sequência a uma aposta da Autoridade de Gestão do Centro 2030 no reforço de abordagens mais integradas, multissetoriais e inovadoras, assentes em modelos territoriais flexíveis, capazes de agir à escala adequada para responder a problemas concretos ou de aproveitar potencialidades territoriais, respondendo de forma transversal aos desafios social, digital e climático”.

“Desta forma, pretende-se consolidar em toda a região, e particularmente nos territórios de baixa densidade, processos de inovação e valorização económica dos recursos do território, assentes em parcerias entre instituições públicas, empresas e entidades do sistema científico e tecnológico, que dinamizem a atividade económica e reforcem a atratividade dos territórios”, destaca.

📸 Município de Oliveira do Hospital

 

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