Agricultores do Baixo Mondego exigem construção da Barragem de Girabolhos
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A exigência de construção da nova barragem do rio Mondego em Girabolhos, concelho de Seia, é uma das especificidades do protesto dos agricultores em Coimbra.

João Monteiro Grilo, um dos dinamizadores da manifestação de produtores do Baixo Mondego, recordou à agência Lusa que o processo para a construção da barragem de Girabolhos, no distrito da Guarda, a montante da congénere da Aguieira, “está suspenso há vários anos”, desde 2016, e frisou que os manifestantes de Coimbra reclamam a retoma dos trabalhos e a conclusão da obra.

Membro de uma família do Baixo Mondego ligada ao setor agrícola há várias décadas, João Grilo defendeu que a obra de Girabolhos, cuja adjudicação provisória remonta a 2008, “tem de ser concluída de uma vez por todas”.

Inserida no Plano Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico (PNBEPH), a barragem de Girabolhos foi cancelada pelo governo da geringonça, em Abril de 2016, com o argumento de que a obra estava atrasada e que era necessário reavaliar o plano.

Adjudicada à Endesa, o empreendimento não avançou por “pressão política” do Bloco de Esquerda e do Partido Ecologista Os Verdes, viria a admitir Nuno Ribeiro da Silva, presidente da empresa.

A barragem de Girabolhos, que seria instalada entre os concelhos de Seia, Nelas, Mangualde e Gouveia, representava um investimento superior a 750 milhões de euros.

A obra foi adjudicada em 2008, obtendo declaração de impacte ambiental dois anos depois. Em 2014 foi feito o processo de aquisição e expropriação de terrenos, e no ano seguinte teve início a empreitada, com a construção dos acessos, mas em 2016 a obra foi suspensa.

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