Os Táxis

Empresário. Trabalhador na área da segurança e formação profissional. ex Sargento dos Comandos. Licenciado em Turismo e pós-graduação em Segurança. Líder da distrital da Guarda do Chega
Sempre os vi na rotunda Marques da Silva. Naquela Praça não sei quantos são, mas cerca de 10 ou 12 táxis por certo. Sei é que nunca foi dada qualquer qualidade aos homens e mulheres, ali sentados ao volante ou no muro da EDP, à espera dos passageiros ou à espera que aquele telefone “gritasse” alto e bom som, o audível granel do toque igual à chamada para a aula, da escola secundária, e que ecoa pela 1º de Maio acima, sempre que toca!
Penso inúmeras vezes, da “desconsideração” do município em nunca ter criado, ao menos, uma cabine ou um coberto sequer, por cima do telefone ou, um local onde pudessem estar em espera, sem ser sentados no táxi. Falamos só da zona mais central e movimentada da cidade. Vejo-os há anos a fio por ali. Vejo-os envelhecer. Estão sempre lá. Achei que a CM-Seia deveria ter feito muito por esta atividade. Mereciam, mas esta cidade é de facto “ingrata” para com os seus!
São eles próprios na sua maioria empresários senenses, pagantes de taxas e impostos ao município, constituídos em sociedades comerciais ou cooperativas, licenciadas pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes, podendo serem também, estabelecimentos individuais de responsabilidade limitada ou empresários em nome individual, no caso de estarem a explorar apenas uma única licença.
Não sabem nada sobre a nova Praça, diziam-me os taxistas (hoje que escrevo este artigo), nem para onde vão agora com esta remodelação, até porque estão à mercê da CM-Seia na localização, regime de estacionamento e modo de funcionamento do local. Tenho a ideia, porém, que não será consensual o acordo com os taxistas. Adiaram o problema à boa moda deste município do «na altura se verá», «está tudo pensado» ou «não se preocupem, ficam onde quiserem»… não o resolveram 3 anos depois do início das obras.
Cumprir a lei da atividade, os taxistas de Seia cumprem, mas a parte que compete ao município, que é apresentar uma Praça em qualidade e funcional, essa não se sabe onde está, nem onde ficará. Ao que se vê, agora que a avenida ganha forma e sinais de trânsito, no sítio do costume cabem apenas 4 ou 5 táxis no máximo e, não vemos onde poderão ficar os outros 5 ou 6. Nem mesmo junto ao novo Hub Intermodal (frente ao cemitério) há estacionamento capaz de os estacionar em fila e em serviço.
Ficam as perguntas:
– Não seria de bom-tom, terem reunido com estes empresários antes e durante as obras, procurando em conjunto uma solução pacifica e do interesse a ambos?
– O Sr. Arquiteto, visionário desta obra, desconheceria a existência desta praça na avenida? Ele lá longe, é natural que sim, mas alguém daqui o deveria ter alertado. Obras se fizeram e praça nem vê-la. O telefone continua no mesmo sítio. Os táxis não! Os sanitários desta dúzia de senenses, continuam a dever-se à boa vontade dos lojistas em redor.
Seja qual for a solução, acredito que é um “recurso” e não uma decisão consensual, pensada, planeada e lógica a dar a estes empresários de Seia. Quase me permito terminar com um desabafo: -“foram bem enganados”!
Definição:
Táxi – o veículo automóvel ligeiro de passageiros afeto ao transporte público, equipado com aparelho de medição de tempo e distância (taxímetro) e com distintivos próprios e titular de licença emitida pela Câmara Municipal;
Praças de Táxi – Locais delimitados e sinalizados na via pública, destinados ao estacionamento de táxis e veículos análogos, tendo como fim a prestação dos respetivos serviços.
