Helicóptero do INEM de Viseu vai estar parado à noite
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O helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), estacionado em Viseu, vai deixar de operar à noite a partir de 1 de janeiro.

O anúncio do organismo do Ministério da Saúde foi justificado pela realização de um concurso público internacional que será lançado no início deste mês aos operadores que queiram manter este meio em funcionamento.

Além Viseu, também fica em terra durante a noite o meio aéreo estacionado em Évora. Ficam apenas operacionais os outros dois helicópteros baseados em Macedo de Cavaleiros e Loulé.

Em Viseu e Évora, nos períodos noturnos, “as respetivas equipas médicas garantirão a operacionalidade de duas Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER)”, lê-se no comunicado.

O INEM salienta que o dispositivo está 100 por cento operacional no período diurno e explica que o ajuste resulta de, numa consulta de mercado, o instituto só ter recebido duas respostas, uma delas com a solução que se vai implementar a partir deste mês de janeiro.

Em declarações à Lusa, o presidente do INEM, Luís Meira, explicou que o valor disponível para este serviço passou de 7,5 para 12 milhões de euros anuais. E disse que, na consulta pública que foi feita para manter o serviço até ao fim de um concurso internacional que vai acontecer, das duas empresas que responderam, uma apresentou valores acima dos limites e a outra, a atual, disse que só poderia manter dois helicópteros 24 horas por dia.

O responsável disse esperar que esta situação dure no máximo seis meses, e que depois do concurso se regresse aos quatro helicópteros disponíveis 24 horas por dia.

Explicou ainda que, não sendo a situação ideal, também não deixarão de ser dadas as respostas necessárias aos utentes.

Além disso, acrescentou, as missões dos helicópteros em período noturno representam cerca de 20 a 25 por cento dos casos, e na grande maioria são situações de transportes inter-hospitalares.

“O INEM monitorizará, como habitualmente, a atividade do Serviço de Helicópteros de Emergência Médica e fará os ajustamentos que se revelem necessários com vista a otimizar o desempenho do serviço”, lê-se no comunicado.

Relativamente ao concurso público, uma vez que foi autorizada a realização da despesa para garantir o serviço de helitransporte de emergência médica no período de 2024 a 2028, é lançado um concurso público internacional, cujo procedimento está a ser ultimado pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.

Luís Meira disse que, com o concurso internacional, que deverá ser lançado na primeira quinzena de janeiro e estar concluído em quatro a seis meses, a situação deverá ficar normalizada.

📸 Bombeiros Voluntários de Seia

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