Sem enfermeiro veterinário, Câmara de Seia recorre a clínicas privadas para esterilizar animais
A Câmara Municipal de Seia tem recorrido a clínicas veterinárias privadas para assegurar a esterilização de animais errantes, na sequência da saída do enfermeiro veterinário que colaborava com o Centro de Recolha Oficial (CRO). A situação foi esclarecida pelo presidente da autarquia, Luciano Ribeiro, durante a última reunião do executivo, após uma questão levantada pelo vereador do PSD, Paulo Hortênsio.
O eleito social-democrata referiu ter sido informado de que as esterilizações de animais do canil e gatil municipal estariam a ser realizadas em clínicas privadas há vários meses, devido à ausência de um profissional de enfermagem veterinária que acompanhasse o médico veterinário nos procedimentos cirúrgicos.
Em resposta, Luciano Ribeiro confirmou a situação, mas garantiu que a falta deste recurso humano não comprometeu a continuidade do serviço. Segundo o autarca, desde fevereiro ou março, altura em que terminou a prestação de serviços do enfermeiro veterinário, já foram realizadas 113 esterilizações com recurso a clínicas privadas.
“Entre fazer e não fazer, a verdade é que temos recorrido a clínicas privadas”, afirmou, acrescentando que o Município continua empenhado no controlo da população animal errante e na promoção do bem-estar animal.
Autarquia prepara contratação de enfermeiro
O presidente da Câmara explicou que o profissional que assegurava estas funções encontrou entretanto colocação numa clínica veterinária e que, apesar das tentativas realizadas pelo Município para encontrar uma solução temporária através de prestação de serviços ou programas ocupacionais, não foi possível recrutar outro técnico para a função.
Perante esta realidade, a autarquia optou por recorrer ao setor privado, enquanto prepara a abertura de concurso para contratação de um profissional de enfermagem veterinária, função já prevista no mapa de pessoal municipal.
Luciano Ribeiro destacou que a esterilização continua a ser uma das principais ferramentas de controlo da população de animais errantes, contribuindo para reduzir o abandono e melhorar as condições de bem-estar animal. Garantiu ainda que todos os animais disponibilizados para adoção saem do CRO devidamente esterilizados e vacinados.
“Os gatos das colónias continuam a ser prioritários e as esterilizações têm sido mantidas”, sublinhou.
O autarca recordou também a existência do programa de cheque veterinário, que apoia a esterilização de animais pertencentes a famílias carenciadas e de animais integrados em colónias, permitindo o apoio à esterilização de até dois animais por agregado familiar.
Requalificação do CRO com duas décadas de existência
Durante a intervenção, Luciano Ribeiro aproveitou para fazer um ponto de situação sobre os investimentos realizados no Centro de Recolha Oficial. Entre as melhorias já concretizadas destaca-se a criação de uma sala de cirurgia, bem como diversas intervenções destinadas a reforçar as condições de bem-estar animal.
O Município submeteu ainda uma candidatura para a requalificação do CRO, equipamento com mais de duas décadas de existência, procurando adaptar as instalações às atuais exigências e à crescente procura, sobretudo no que respeita ao acolhimento de gatos.
“O CRO já não é apenas um canil e gatil. Recebemos todo o tipo de animais abandonados”, referiu o presidente da Câmara, exemplificando com casos recentes de uma tartaruga, aves e até um burro que passaram pelas instalações municipais.
Apesar dos constrangimentos causados pela falta de um enfermeiro veterinário, o executivo garante que os serviços essenciais continuam assegurados e que o controlo da população animal permanece uma prioridade para o concelho.
📸 Câmara Municipal prepara requalificação do Canil/Gatil do Maxial
