Municípios da Guarda, Celorico da Beira e Manteigas unem-se para reabilitar rios Mondego e Zêzere
Os municípios da Guarda, Celorico da Beira e Manteigas assinaram, no passado dia 13 de abril, um protocolo de colaboração com vista à reabilitação e valorização dos rios Mondego e Zêzere, numa intervenção que poderá ultrapassar os 10 milhões de euros.
A cerimónia decorreu no Museu da Guarda e marca o arranque de uma candidatura conjunta ao programa Centro 2030, que prevê intervenções ao longo de cerca de 87 quilómetros de extensão fluvial.
O projeto inclui a limpeza e requalificação das margens, a recuperação de zonas ribeirinhas afetadas por intempéries recentes, a renaturalização dos ecossistemas e a criação de trilhos pedestres e zonas de lazer.
No rio Mondego, as ações deverão abranger cerca de 51 quilómetros nos concelhos da Guarda e Celorico da Beira, enquanto no rio Zêzere estão previstos cerca de 25 quilómetros de intervenção nos territórios de Manteigas e Guarda.
Segundo o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, trata-se de “um passo gigante na proteção do património natural” e de um investimento estratégico para a região. O autarca destacou ainda a importância de uma gestão integrada dos recursos hídricos, sobretudo face aos desafios das alterações climáticas.
Também o presidente da Câmara de Manteigas, Flávio Massano, sublinhou a relevância da parceria, referindo que o objetivo é tornar os rios “mais próximos das pessoas” e valorizá-los enquanto elementos centrais da vida e da identidade dos territórios.
Já Carlos Ascensão, presidente da Câmara de Celorico da Beira, alertou para o estado atual dos cursos de água, considerando essencial a sua recuperação e valorização, não só do ponto de vista ambiental, mas também como fator de desenvolvimento local.
A candidatura prevê uma comparticipação de pelo menos 85% através do Centro 2030, sendo o restante investimento assegurado pelos três municípios.
Para além da vertente ambiental, o projeto pretende reforçar a resiliência dos territórios face a fenómenos extremos, como secas e cheias, promovendo uma gestão mais eficiente da água e contribuindo para a sustentabilidade ecológica, económica e social da região.
Os rios Mondego e Zêzere, que nascem na Serra da Estrela, assumem um papel estratégico no abastecimento de água a várias regiões do país, incluindo as áreas metropolitanas de Coimbra e Lisboa, sendo considerados ativos fundamentais para o futuro do território.
