Carragozela evoca a memória medieval com o Chamamento Real
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Iniciativa realiza-se a 24 de outubro e inclui um percurso interpretativo de sete quilómetros, animação histórica e um repasto de convívio com gastronomia tradicional, música e magusto.

Carragozela, no concelho de Seia, vai recuar simbolicamente no tempo no próximo dia 24 de outubro, com a realização do Chamamento Real, uma iniciativa cultural promovida pela URRACA – Unidade de Raízes e Relatos de Ação Cultural e Antepassados, dedicada à valorização da identidade histórica, do património cultural e das tradições locais.

O programa divide-se em dois momentos principais: O Percurso do Rei e O Repasto do Rei, numa proposta que pretende envolver a comunidade e os visitantes numa experiência de evocação histórica, em que o público é convidado a participar e não apenas a assistir.

A concentração está marcada para as 17h00, no Terreiro. Meia hora depois, ao toque dos sinos, terá início um percurso de cerca de sete quilómetros por ruas, caminhos e paisagens de Carragozela, acompanhado por um séquito régio, música, tochas e diferentes personagens de animação histórica.

A organização desafia os participantes a entrarem no espírito da iniciativa, assumindo personagens de outras épocas, como pastores, artesãos, mercadores, camponeses, viajantes ou membros da Corte. Quem quiser poderá vestir-se a rigor e levar objetos adequados à personagem escolhida, integrando o cortejo ao longo do percurso.

Gastronomia e convívio no Repasto do Rei

Terminada a caminhada, a iniciativa prossegue com O Repasto do Rei, no Largo da Igreja, num encontro dedicado à gastronomia tradicional, à música e ao convívio comunitário. O programa prevê uma mesa com sabores da região, incluindo caçoilas, pão caseiro e vinho. A noite continua com música, lume, castanhas assadas e um magusto, num ambiente que pretende reunir a população e os visitantes em torno dos costumes e saberes locais. A participação no repasto requer reserva.

Mais do que uma recriação histórica, o Chamamento Real procura proporcionar uma experiência coletiva que una a memória do passado à participação da comunidade. Como resume a organização na apresentação da iniciativa, a proposta é que “o passado não vai ser contado. Vai ser vivido”.

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