Quatro arguidos ficam em prisão preventiva por furtos de cobre investigados pela GNR em Gouveia
Quatro arguidos ficaram em prisão preventiva no âmbito de uma investigação da Guarda Nacional Republicana (GNR) relacionada com furtos de cabo de cobre da rede aérea de telecomunicações, que culminou na detenção de sete pessoas e em buscas realizadas nos concelhos de Gouveia, Mangualde, Viseu e Aveiro.
Em comunicado, a GNR refere que a operação foi desencadeada pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) do Destacamento Territorial de Gouveia, na passada terça-feira, 5 de agosto, na sequência de uma investigação que decorria há cerca de um ano e meio.
Ao todo, foram detidos seis homens e uma mulher, com idades compreendidas entre os 26 e os 55 anos, por suspeitas dos crimes de furto qualificado e recetação. Segundo a Guarda, foram cumpridos seis mandados de detenção fora de flagrante delito, efetuada uma detenção em flagrante delito e realizadas dez buscas domiciliárias e 13 buscas não domiciliárias, em veículos e armazéns.
De acordo com a GNR, foi possível apurar que os suspeitos “se dedicavam de forma reiterada à subtração de cabo de cobre da rede aérea de telecomunicações”, atividade ilícita que terá proporcionado um lucro estimado em mais de 80 mil euros.
Durante a operação foram apreendidos 940 quilogramas de fio de cobre, sete veículos, seis mil euros em numerário, diversas peças em ouro avaliadas em cerca de 49 mil euros, 103 peças de roupa contrafeita, uma caçadeira de canos cerrados, uma carabina, três catanas, munições de diversos calibres, 21 doses de cocaína, bem como diverso material alegadamente utilizado na prática dos furtos, entre o qual cisalhas, rebarbadoras, varas telescópicas e documentação relacionada com a comercialização de fio de cobre.
Os seis detidos presentes ao Tribunal Judicial de Gouveia viram ser aplicadas medidas de coação, tendo quatro arguidos ficado em prisão preventiva. Aos restantes três foram aplicadas as medidas de termo de identidade e residência e a proibição de contactos, por qualquer meio, com os restantes arguidos e testemunhas identificadas ou a identificar no processo.
A investigação constituiu ainda arguidos outros seis suspeitos.
A operação contou com o apoio do Grupo de Intervenção de Ordem Pública (GIOP) da Unidade de Intervenção, dos Destacamentos de Intervenção dos Comandos Territoriais da Guarda, Castelo Branco, Aveiro e Viseu, bem como de várias valências do Comando Territorial da Guarda.
No comunicado, a GNR sublinha que “mantém uma atuação permanente no combate à criminalidade contra o património, desenvolvendo ações de prevenção e investigação que visam a identificação e responsabilização dos autores deste tipo de ilícitos, contribuindo para a proteção das infraestruturas críticas e para o reforço do sentimento de segurança das populações”.
