Arganil aposta em drones para recuperar encostas afetadas pelos incêndios
O Município de Arganil está a realizar sementeiras com recurso a drones nas áreas ardidas do concelho, numa intervenção que incide sobre encostas estrategicamente selecionadas em função das suas características e localização, abrangendo uma área total de 215 hectares.
As sementeiras, realizadas através de meios aéreos não tripulados, “permitem uma intervenção rápida e eficaz em zonas de difícil acesso, nomeadamente em encostas com declives acentuados e fortemente afetadas pelo incêndio ocorrido em agosto de 2025, que teve início no Piódão e afetou mais de 30 por cento do território do concelho”, refere uma nota do Município
As áreas de intervenção foram previamente delimitadas pelo Município de Arganil, em articulação com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), tendo em conta critérios como “o declive do terreno, a severidade do incêndio, o coberto vegetal preexistente” e a proximidade a aglomerados populacionais, especialmente em zonas a montante.
Os trabalhos decorrem com uma densidade de sementeira de 50 quilogramas por hectare, o que corresponde a um total de 10.750 quilogramas de sementes. A mistura utilizada integra azevém (Lolium multiflorum) e ervilhaca (Vicia sativa), espécies adequadas à estabilização do solo e à promoção da regeneração da vegetação.
Para o Município de Arganil, esta ação “vem reforçar os trabalhos de estabilização de emergência pós-incêndio que têm vindo a ser desenvolvidos, com o objetivo de proteger o solo e as linhas de água, reduzir os efeitos da erosão e minimizar o risco de inundações e deslizamentos” de terras.
