Fotógrafo critica ICNF por proibição de voos de drone na Serra da Estrela
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O empresário e fotógrafo Gonçalo Poço manifestou hoje a sua indignação nas redes sociais relativamente à recusa do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) em autorizar voos de drone no Parque Natural da Serra da Estrela para fins de filmagem e promoção do território.

Conhecido pela divulgação regular das paisagens da Serra da Estrela ao longo de todas as estações do ano, Gonçalo Poço afirma cumprir todos os procedimentos legais exigidos para a utilização de drones equipados com câmara fotográfica, incluindo a obtenção de autorização da Autoridade Aeronáutica Nacional (AAN). No entanto, segundo o fotógrafo, o parecer do ICNF “vem sistematicamente negado”, mesmo quando os pedidos se destinam a trabalho profissional.

De acordo com a justificação apresentada pelo ICNF, a proibição prende-se com a presença de “várias espécies de aves que têm estatuto de proteção legal, algumas das quais têm estatuto de ameaça definido na Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental”.

Gonçalo Poço questiona, contudo, a aplicação desta restrição durante todo o ano, considerando tratar-se de “uma desculpa para não aprovarem”, e sublinhando que o período crítico de nidificação decorre habitualmente entre abril e julho ou agosto. “Estamos em dezembro”, refere, colocando em causa a coerência da decisão.

“Nunca coloquei ninguém em risco e, provavelmente, às horas a que tiro fotografias, as aves ainda estão a dormir”, acrescenta.

O fotógrafo lamenta ainda aquilo que considera ser uma desigualdade de critérios, afirmando que observa diariamente a divulgação online de filmagens aéreas da Serra da Estrela, algumas sem aparente valor para a promoção do território. “Sendo assim, o ICNF é mais uma barreira a quem tenta promover a Serra da Estrela”, escreveu, defendendo que a entidade “devia analisar melhor quem faz ‘bem’ pela Serra”.

A publicação gerou várias reações de apoio, com críticas dirigidas ao papel do ICNF. Alguns utilizadores classificam o instituto como um entrave à promoção turística e cultural da Serra da Estrela, apontando alegada falta de bom senso na atribuição de autorizações e defendendo a necessidade de reformulação da entidade. Outros referem experiências semelhantes em áreas como o desporto, o motociclismo ou outras atividades de valorização do território.

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