Aeródromo da Serra da Estrela avança para certificação civil em 2026
O Aeródromo da Serra da Estrela, onde está instalado o Centro de Meios Aéreos de Seia, deverá avançar no próximo ano para uma nova fase do seu processo de desenvolvimento. A Câmara Municipal de Seia pretende concluir em 2026 os estudos técnicos necessários para a certificação civil pela ANAC, etapa determinante para dar início ao projeto de execução previsto no masterplan da infraestrutura.
Inicialmente integrado no Programa de Revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela (PRPNSE), o dossiê não tem registado “grande vontade” de progressão por parte do Governo, admitiu o presidente da Câmara, Luciano Ribeiro. Por isso, o Município quer redirecionar o investimento para o programa Centro 2030, através da Comunidade Intermunicipal da Região Beiras e Serra da Estrela, abrindo caminho a novas fontes de financiamento.
Nos últimos anos, a autarquia tem vindo a adquirir parcelas de terreno e a remover obstáculos existentes, garantindo condições para o futuro desenvolvimento da infraestrutura. Encontram-se atualmente em execução trabalhos de desmonte de maciço rochoso, terraplenagem e transporte, considerados essenciais para a expansão operacional do Aeródromo.
Para 2026, está igualmente prevista a elaboração de um projeto para a construção de uma nova via de acesso, considerada “digna” e adequada às necessidades futuras da infraestrutura.
Todas estas iniciativas inserem-se no processo de certificação aeronáutica, destinado a assegurar a conformidade da infraestrutura com os requisitos normativos e de segurança operacional. O objetivo é melhorar as condições de acessibilidade, garantir maior segurança nas operações e preparar o Aeródromo para novas valências, seja no apoio ao combate a incêndios, seja na aviação civil.
Masterplan será apresentado “no momento oportuno”
Segundo Luciano Ribeiro, o masterplan do Aeródromo está já bastante desenvolvido e será apresentado “no momento oportuno”. O documento visa “desmistificar” questões técnicas e aeronáuticas, clarificando o que é possível ou não fazer, à luz das normas e regras do setor. “Vem justificar, com estudos concretos, aquilo que é razoável, aquilo que é viável e aquilo que depende da nossa capacidade de investimento”.
O presidente confirma que o Município possui “estimativas daquilo que é possível fazer”, incluindo a criação de uma área de acolhimento empresarial de nova geração na envolvente do Aeródromo.
“Temos uma visão concreta para aquele local”, sublinhou Luciano Ribeiro, lembrando que ainda “falta muita coisa”, desde estudos geológicos à remoção de obstáculos. “É preciso tempo e dinheiro”, reconhece, mas acredita que o caminho está traçado.
