APdSE passa a produzir Água para Reutilização na ETAR da Folgosa do Salvador
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A Águas Públicas da Serra da Estrela (APdSE) obteve o licenciamento da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que autoriza a produção de Água para Reutilização (ApR) na ETAR da Folgosa do Salvador. Este avanço representa um marco importante para a gestão sustentável dos recursos hídricos e coloca a empresa num grupo restrito de entidades gestoras em Portugal com capacidade legal para produzir ApR.

A empresa intermunicipal, com sede em Seia, obteve dia 28 de novembro o licenciamento da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para a produção de Água para Reutilização (ApR) na ETAR da Folgosa do Salvador. “Trata-se de um avanço decisivo para a região e para o uso sustentável da água num cenário de crescente pressão sobre os recursos hídricos”, refere a empresa em comunicado enviado do Seia Digital.

Com este licenciamento, a APdSE passa também a “integrar um lote muito restrito” de entidades gestoras em Portugal autorizadas a produzir ApR, um estatuto que “reforça a relevância deste passo e evidencia o rigor técnico, operacional e ambiental exigido para alcançar esta autorização”, adianta.

Com este licenciamento, a APdSE fica habilitada a produzir ApR em sistema centralizado, podendo disponibilizá-la a terceiros e também para usos próprios. Na prática, a água residual tratada poderá ser reutilizada “de forma segura” em várias atividades previstas no decreto-lei nº 119/2019, como usos industriais, manutenção paisagística, lavagem de ruas, sistemas de arrefecimento, combate a incêndios, e outras aplicações que não exigem água para consumo humano.

A empresa sublinha que, num contexto de escassez hídrica crescente, “a reutilização permite manter mais água no ambiente, protegendo o futuro sem comprometer as necessidades do presente”. A ApR, tratada segundo padrões rigorosos definidos pela APA, “pode ser reaproveitada várias vezes sem risco para a saúde pública ou para o ambiente”, salienta.

A produção de ApR na ETAR da Folgosa do Salvador surge como “uma alternativa concreta à captação direta de água dos meios naturais”, oferecendo às empresas e entidades da região “uma solução estável e responsável para diversos usos”.

Com este passo, a APdSE reforça, segundo a própria empresa, “o papel da região na adoção de práticas modernas de gestão da água, alinhadas com as prioridades nacionais para a eficiência hídrica e a adaptação às alterações climáticas”.

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