Seia e Oliveira do Hospital desativam Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil
Os autarcas de Seia e de Oliveira do Hospital, Luciano Ribeiro e José Francisco Rolo, respetivamente, determinaram esta segunda-feira, 25 de agosto, a desativação dos respetivos Planos Municipais de Emergência de Proteção Civil, na sequência da resolução do incêndio rural que teve início no passado dia 13 de agosto, no Piódão, concelho de Arganil.
A decisão surge após a avaliação da evolução da situação nos respetivos concelhos, onde prosseguem trabalhos de vigilância e rescaldo.
O fogo, que começou às 5:08h, afetou as freguesias de Vide e Cabeça, Teixeira, Alvoco da Serra e Loriga. Já em Oliveira do Hospital, as chamas avançaram para as freguesias de Aldeia das Dez, Avô, Alvoco das Várzeas, Lourosa, Nogueira do Cravo, União das Freguesias de Penalva de Alva e São Sebastião da Feira e União das Freguesias de Santa Ovaia e Vila Pouca da Beira.
Considerando a desmobilização de uma parte significativa dos meios operacionais no terreno; o desagravamento das condições meteorológicas; a reposição gradual da normalidade relativamente a serviços e infraestruturas; e a diminuição do grau de risco relativamente à segurança de pessoas e bens, motivaram a desativação dos respetivos planos municipais.
O Município de Seia reafirma o compromisso de acompanhar a situação no terreno e de manter a população informada sobre eventuais desenvolvimentos, em estreita articulação com as autoridades de proteção civil e forças operacionais.
A autarquia oliveirense sublinha a importância da prevenção e deixou um apelo à população: “Somos Todos Proteção Civil. Mantenha uma postura ativa e vigilante, sempre com segurança”.
O fogo que começou no Piódão, em Arganil, no distrito de Coimbra, estendeu-se ao concelho de Seia (distrito da Guarda), aos concelhos de Oliveira do Hospital e Pampilhosa da Serra (distrito de Coimbra) e aos concelhos de Castelo Branco, Covilhã e Fundão (distrito de Castelo Branco).
Segundo dados oficiais provisórios, até 23 de agosto arderam 57 mil hectares no incêndio que teve início na Serra do Açôr, deixando um grande rasto de destruição até à Torre, na Serra da Estrela.
