Seia com 95 casos de violência doméstica
A Guarda Nacional Republicana (GNR) contabilizou 95 casos de violência doméstica no concelho de Seia, no ano de 2023.
Os dados constam no ‘Diagnóstico Social e Plano de Desenvolvimento Social’ do concelho de Seia, apresentado aos parceiros sociais no passado mês de setembro.
De acordo com o documento, “a maioria das vítimas é do sexo feminino, ainda que os casos masculinos tenham aumentado”.
Relativamente à relação da vítima com o agressor, “26,31 por cento das vítimas eram cônjuge do agressor, 27,69 por cento eram companheiras do agressor, 13,68 por cento eram ex-companheiras do agressor, 11,59 por cento eram ex-cônjuges do agressor e 11,59 por cento eram mãe do agressor”.
O documento refere ainda, que houve vítimas de violência doméstica por parte de ex-namorados, filhos, pais, irmãos, namorados e avós.
No que diz respeito à fonte de denúncia, os casos de violência doméstica foram maioritariamente apresentados pela própria vítima (71,57%), seguindo-se os familiares (8,42%), anónimos (6,31%), pelo suspeito/agressor (2,10%), por representante legal (1,05%) e cerca de 10,52 por cento por outras fontes.
Quanto à faixa etária do agressor, a grande maioria situa-se entre os 31 e os 64 anos (68,83%), de 16,88 por cento entre os 18 e os 30 anos e de 14,29 por cento entre os 65 e os 85 anos.
No decorrer da análise efetuada no âmbito da atualização do Diagnóstico Social, o documento refere também que foi possível a identificação de problemáticas prevalentes nas pessoas em situação de violência doméstica, nomeadamente “a dificuldade na denúncia e manutenção da mesma; a dependência do cônjuge; o consumo de álcool e substâncias psicoativas; a violência psicológica; e o estigma social”.
Refira-se que hoje, 25 de novembro, assinala-se o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres.
Para assinalar a data, a Casa Municipal da Cultura de Seia vai ser palco, às 21:30h, do espetáculo de dança “Não é Amor”, de Catarina Branco,
O projeto de criação artística parte da integração de vítimas de violência doméstica, num processo criativo conjunto com sete artistas mulheres, que pretende valorizar a diversidade humana, promover a igualdade de género e combater a discriminação étnico-racial.
