Distrito da Guarda regista 528 bebés nos primeiros nove meses do ano
Nos primeiros nove meses de 2024, foram estudados no distrito da Guarda 528 recém-nascidos no âmbito do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN).
De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), “nos primeiros nove meses deste ano, foram estudados em todo o país 63.237 recém-nascidos no âmbito PNRN, menos 430 do que em igual período do ano passado (63.667)”.
De acordo com os dados do PNRN relativos aos primeiros nove meses de 2024, observa-se que o maior número de bebés rastreados nasceram nos distritos de Lisboa e do Porto, com 19.457 e 11.121 testes efetuados, respetivamente, seguidos de Setúbal, com 5.147, e Braga, com 4.694. Por outro lado, Bragança (362), Portalegre (401), Guarda (528) e Vila Real (724) foram os distritos com menos recém-nascidos estudados.
O PNRN realiza, desde 1979, testes de rastreio de algumas doenças graves, em todos os recém-nascidos. O “teste do pezinho” é efetuado a partir do terceiro dia de vida do recém-nascido, através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança, permitindo diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são muito difíceis de diagnosticar nas primeiras semanas de vida e que mais tarde podem provocar atraso mental, alterações neurológicas graves, alterações hepáticas ou até situações de coma.
Todos os casos positivos são posteriormente encaminhados para a rede de Centros de Tratamento, sediados em instituições hospitalares de referência, contribuindo para a prevenção de doenças e ganhos em saúde.
O “teste do pezinho” permitiu identificar, em 2023, 150 casos de doenças raras entre os 85.764 bebés estudados, dos quais 54 são de doenças hereditárias do metabolismo, 50 de hipotiroidismo congénito, seis de fibrose quística, 34 de drepanocitose e seis de atrofia muscular espinal.
Coordenado pelo INSA, através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana, o PNRN rastreia 28 patologias, tendo até final de 2023 identificado 2.692 casos de doenças raras, na sequência do rastreio realizado a 4.224.550 recém-nascidos.
