Greve geral de jornalistas
O Sindicato dos Jornalistas (SJ) agendou para dia 14 de março uma greve geral contra os baixos salários, precariedade e degradação das condições de trabalho do setor.
O dia da greve será marcado por uma concentração de jornalistas em Coimbra, pelas 09:00h, depois outra no Porto, na praça Humberto Delgado, pelas 12:00h, o mesmo acontecendo à mesma hora em Ponta Delgada. Em Lisboa, a concentração terá lugar no Largo do Camões pelas 18:00h, em que também se faz um apelo à sociedade civil para estar presente.
O presidente do SJ, Luís Simões, espera uma “adesão muito forte” à greve convocada para esta quinta-feira, em protesto contra a precariedade, mas também “um grito de alerta” para apoiar o jornalismo antes que seja “tarde demais”.
Esta paralisação não assenta apenas em exigências laborais, mas também há outro fator que leva os jornalistas a paralisarem: “O jornalismo neste momento em Portugal não é de todo apoiado”, enfatizou.
Num contexto em que na União Europeia procura apoiar o jornalismo, “Portugal é dos países da União em que ‘per capita’ [por pessoa] menos apoios há para a comunicação social”, destacou.
Por isso, a greve é “também um grito de alerta para o poder político e para os decisores: ou se apoia agora o jornalismo livre e independente ou vai ser tarde demais”.
Até porque, ao contrário do que acontece no jornalismo, “o investimento na desinformação é enorme e é desta forma que se corroem os pilares da democracia”, pelo que “chegou o momento de dizermos ou apoiam agora ou vai ser uma tragédia”, reforçou Luís Simões.
Em janeiro, os jornalistas aprovaram, por unanimidade, a realização de uma greve geral contra os baixos salários e a degradação das condições de trabalho. A votação decorreu no 5.º Congresso dos Jornalistas, em Lisboa.
Trata-se da segunda paralisação do setor em 40 anos. A última foi em 1982.
O caderno reivindicativo pode ser consultado aqui.
