PSD de Seia faz balanço negativo de dois anos de mandato de Luciano Ribeiro
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O balanço dos dois anos de Luciano Ribeiro como presidente da Câmara de Seia “é negativo”, com o autarca a “manter a inércia das últimas décadas, num concelho onde o tempo parou e a saudade fica”, considerou o PSD, principal partido da oposição camarária.

“De forma clara e objetiva, o balanço da governação é negativo, e qualquer cidadão o constata de forma consciente”, afirmam em comunicado os sociais-democratas, onde enunciam um conjunto de fatores que determinaram a avaliação insatisfatória.

A melhoria do emprego, os cuidados de saúde, o apoio ao comércio e as políticas de habitação, são algumas das promessas destacadas pela Comissão Política do PSD de Seia e que o PS “não tem cumprido”.

Na área da educação, “as prometidas obras de requalificação” da Escola Secundária continuam no papel, e no que respeita ao Ensino Superior os resultados demonstram que “os jovens também já não querem vir para Seia”.

Segundo o PSD, “não se vislumbram melhorias” na área da saúde, “mantendo-se” a carência de profissionais, e a “perca de valências” do Hospital Nossa Senhora da Assunção “para outras unidades de saúde”.

Quanto às acessibilidades, nomeadamente a continuação do IC6 até ao concelho, “o PS de Seia continua a não ser capaz de capitalizar a proximidade política, que teve e tem, com alguns dos principais responsáveis dos governos socialistas. Este executivo tem demonstrado uma óbvia incapacidade de liderança e de rasgo para promover o real desenvolvimento do nosso concelho”.

“Não há desculpas, os factos falam por si”, salienta a estrutura social-democrata liderada por Susana Ferreira.

Para a também vereadora do PSD na Câmara Municipal, “este executivo socialista continua a dar prevalência às despesas correntes do dia-a-dia, em vez de apostar forte no apoio ao investimento. Temos um município profundamente dependente de apoio externo, designadamente das verbas provenientes do Orçamento do Estado e dos apoios europeus. Uma autarquia sem autonomia financeira jamais poderá levar em diante os seus objetivos de contribuir para o desenvolvimento do concelho”, destaca.

O PSD realça ainda no comunicado que o concelho “continua a não conseguir atrair o tão desejado investimento privado que permita a criação de novos postos de trabalho”. Refere que ano após ano, “constata-se que as opções políticas vertidas nos orçamentos aprovados pelo PS têm refletido uma enorme falta de ambição para colocar como objetivo o apoio ao empreendedorismo jovem”.

“Os cidadãos do nosso concelho merecem uma realidade muito melhor, e a alternativa existe. Há que reconhecer o valor e dar a oportunidade a um conjunto de cidadãos preocupados com a sua terra, que não estão mergulhados numa máquina socialista previsível, obsoleta e controladora”, refere o comunicado.

“O PSD defende caminhos e estratégias diferentes, prioridades políticas distintas”, salientando que para se inverter o despovoamento do território tem que se “atuar ao nível dos cuidados de saúde, atraindo empresas, investimento e emprego, e promovendo a qualidade de vida das famílias”.

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