Quatro municípios unem-se para lançar projeto turístico ferroviário “Expresso Alto Mondego”
Os municípios de Gouveia, Fornos de Algodres, Nelas e Mangualde uniram esforços para lançar o “Expresso do Alto Mondego”, um novo projeto turístico intermunicipal que pretende afirmar a região como destino de referência no turismo cultural e sustentável. A iniciativa assenta numa experiência ferroviária inovadora, promovendo a mobilidade verde e valorizando os recursos naturais, culturais e gastronómicos ao longo da Linha da Beira Alta.
A reunião inaugural de trabalho decorreu em Fornos de Algodres, dia 20 de novembro, e juntou autarcas, técnicos municipais e a Ruris, entidade responsável pela assistência técnica ao projeto.
O encontro contou com a presença do presidente da Câmara de Fornos de Algodres, Alexandre Lote, e da vereadora Luísa Gomes; do presidente da Câmara de Gouveia, Jorge Ferreira, e do vice-presidente José Nuno Santos; do vice-presidente da Câmara de Nelas, Nuno Pereira; e da vereadora da Cultura e Turismo de Mangualde, Rosalina Alegre. Todos sublinharam o caráter inovador desta iniciativa, integrada no programa +Interior Turismo e centrada num modelo de mobilidade sustentável.
O “Expresso Alto Mondego” propõe-se transformar o comboio não apenas num meio de transporte, mas no próprio “fim” da experiência turística. A compra de um “bilhete” permitirá aos visitantes viajar pela Linha da Beira Alta enquanto exploram paisagens, histórias, património e tradições dos quatro concelhos. A partir desta base ferroviária, o projeto estrutura uma oferta integrada que articula mobilidade verde, cultura, natureza, gastronomia e alojamento local.
Entre as principais ações previstas destacam-se a disponibilização de bicicletas elétricas nos quatro municípios para complementar as viagens a partir das estações ferroviárias; a criação de uma plataforma digital com agenda cultural, informação turística, opções de alojamento e restauração, bem como ferramentas de medição da pegada carbónica; a definição de roteiros turísticos conjuntos; e um processo de certificação em turismo sustentável que pretende posicionar a Rede do Alto Mondego como pioneira nesta área a nível nacional.
Gouveia destaca o potencial estratégico do projeto para atrair visitantes e dinamizar a economia local. Mangualde sublinha a importância da cooperação intermunicipal e da rede de parceiros públicos e privados. Fornos de Algodres enaltece o papel central do comboio na redescoberta do interior do país. Nelas reforça a relevância da mobilidade sustentável e da inovação para o futuro do território.
Além de valorizar o património regional, o “Expresso Alto Mondego” contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3, 9, 11 e 13, promovendo melhor qualidade de vida, transportes sustentáveis e tecnologias inteligentes, cidades sustentáveis e ação climática.
O “Expresso Alto Mondego” será, assim, um convite aberto a viajar de comboio para redescobrir Portugal pelo interior, apaixonando-se por uma região repleta de paisagens singulares, histórias para contar e comunidades que acolhem quem as visita.
