JPNT acusa Politécnico da Guarda e poder político de “não dar atenção” à Escola Superior de Seia
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Lúcia Leitão, do Movimento Juntos Pela Nossa Terra (JPNT), baseou a sua intervenção na Assembleia Municipal sobre a situação da Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia, acusando o Instituto Politécnico da Guarda e o poder político de “não lhe dar a atenção merecida”.

A líder do Movimento, que nas próximas eleições de 12 de outubro apoia a candidatura do PSD, estava à espera que os problemas que nos últimos anos vêm atingindo a Escola com a pouca procura de alunos “não continuem a agravar-se mas na realidade foi isso que aconteceu”.

Sobre o que se tem verificado na Escola Superior ao longo dos anos, Lúcia Leitão tem uma opinião que é fundada em debates particulares sobre o assunto.

A líder da bancada parlamentar do JPNT salientou que o Instituto Politécnico da Guarda e o poder político “não tem dado ao problema da Escola Superior de Turismo – e isso já vem de longe – a atenção merecida”.

Baseando-se num artigo de professores da Escola publicado na revista “Turismo e Desenvolvimento”, Lúcia Leitão destacou que “se fossem tomados em consideração, nos anos que se passaram, os pontos fracos que a própria Escola identificou, talvez a situação não fosse a que vivemos hoje”.

Selecionou alguns desses pontos fracos, que não tiveram a atenção devida: Comunicação e promoção da Escola e as suas áreas de formação; o nível de internacionalização de alunos e docentes; a reduzida produção e divulgação do conhecimento científico; o acompanhamento pouco regular da situação profissional dos diplomados.

Além destes aspetos, Lúcia Leitão culpa o Governo pelo “excesso” de cursos superiores de formação em Turismo e Hotelaria em “instituições não vocacionadas e próximas” da Escola de Seia.

“A falta de regulação da rede regional e nacional de ensino secundário, a inexistência de uma rede colaborativa a nível institucional e empresarial na região com vista à investigação aplicada no Turismo, o reduzido interesse manifestado por agentes turísticos para a cooperação e o desenvolvimento turístico regional e ainda o escasso reconhecimento das competências providas pela formação superior em Turismo e Hotelaria”, concluem que a instituição e o poder político “são responsáveis pelo estado das coisas”.

“Com máxima urgência tem que se atacar o mal pela raiz, se assim não for a Escola inevitavelmente fechará, o que representa uma catástrofe para todos nós”, finalizou.

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