PCP acusa Câmara e Governo de abandonar ensino superior em Seia
O líder da bancada do PCP na Assembleia Municipal de Seia, Carlos Veloso, subiu à tribuna para criticar as políticas do governo em matéria de interioridade.
“Passados quatro anos continuamos frequentemente a assistir ao fenómeno da interioridade, ou melhor, continuamos a ser vítimas dos problemas que afetam as terras do interior”, lamenta Carlos Veloso.
Num mandato autárquico que agora termina e com um governo que tomou posse há 100 dias, o deputado do PCP espera “coragem” para que sejam resolvidos “certos problemas”.
Carlos Veloso realçou o “definhar” da Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH) de Seia. “Mais um ano letivo começou e com ele a repetição de filmes que não desejamos. Mais uma vez, somos confrontados com a falta de estudantes a ingressar neste estabelecimento”, lamentou.
Perante tal descalabro, o deputado do PCP fica com “a mágoa do definhar desta escola”, e por isso questiona se o presidente do Municipio “exerceu os devidos esforços perante quem tem a responsabilidade de pôr fim a este problema”. Sendo o ensino superior da esfera do governo, Carlos Veloso também questiona se “assistimos a um assobiar para o lado da coligação governativa do PSD/CDS e mais uma vez esta Escola Superior cai no esquecimento”.
Continuando a saga da interioridade governativa, o deputado refletiu sobre o IC6. Passados 20 anos sobre a chegada do itinerário ao nó de Tábua, “onde ficou encalhado”, o líder do PCP na bancada da Assembleia Municipal critica os quatro anos de promessas, “primeiro por um governo do PS e agora com o PSD que não o desencalha”.
Carlos Veloso lamentou também as políticas de fixação de médicos no concelho, “pecando” para que o Serviço Nacional de Saúde “cumpra a sua função perante os nossos conterrâneos” e ainda a falta de investimento no território florestal, que leva a que cada vez mais surjam incêndios como os deste Verão.
Para finalizar a sua intervenção, o deputado municipal do PCP salientou que Seia “necessita obrigatoriamente de alteração de políticas públicas, que visem garantir ao concelho o investimento necessário para o seu desenvolvimento, e era preciso fazer mais, não só pelos responsáveis máximos do Municipio mas por quem em Lisboa deva olhar para o País com justiça e isso nestes quatro anos passou ao lado”.
