Alunos da Secundária de Seia vão permanecer nos contentores por mais dois meses
Mudança para os edifícios remodelados, inicialmente apontada para o arranque do ano letivo, foi adiada para permitir a conclusão integral da primeira fase da obra
A mudança dos alunos para os edifícios remodelados da Escola Secundária de Seia vai demorar mais do que o inicialmente previsto. O presidente da Câmara Municipal, Luciano Ribeiro, revelou na reunião do executivo que a direção da escola considera preferível manter as aulas nas instalações provisórias durante cerca de mais dois meses, até que a primeira fase da empreitada esteja integralmente concluída e possa ser entregue sem trabalhos pendentes.
A informação surge depois de, na reunião de Câmara de 13 de agosto, o autarca ter apontado para o regresso dos alunos às instalações da escola no início do ano letivo, que arrancou a 21 de setembro, admitindo então que poderiam ainda existir alguns trabalhos de acabamento. Agora, Luciano Ribeiro explicou que o Município voltou a articular com a direção do Agrupamento de Escolas de Seia e com o empreiteiro as condições para a transferência dos alunos.
Segundo o presidente da Câmara, estava inicialmente prevista uma mudança faseada, começando pelo polivalente e pelo pavilhão A, seguindo-se posteriormente os pavilhões B e C, num prazo estimado de cerca de um mês e meio. Contudo, a direção da escola terá considerado, por várias razões, ser preferível prolongar a permanência nos contentores. “A direção suscita, por várias razões que são atendíveis e que a mim também me tranquilizam, ficar mais algum tempo nos contentores”, afirmou Luciano Ribeiro.
O autarca adiantou que esse período deverá ser de “dois meses até que possa estar em condições de ser entregue a fase 1 na totalidade”, evitando que a mudança seja feita enquanto permanecem pequenos trabalhos por concluir. De acordo com Luciano Ribeiro, trata-se de uma solução que permitirá também evitar a sobreposição de trabalhos e utilização dos espaços. A permanência nos contentores representa uma despesa adicional que, segundo o presidente da Câmara, “será assumida pelo empreiteiro”.
Fase 2 obriga a nova organização das aulas
O prolongamento da utilização das instalações provisórias está também relacionado com o avanço da segunda fase da empreitada. Luciano Ribeiro explicou que o empreiteiro terá entretanto de avançar com os trabalhos da fase 2, o que implica a disponibilização do pavilhão de mecânica e do pavilhão gimnodesportivo. Por esse motivo, a escola teve de reorganizar a utilização dos espaços para garantir o funcionamento das aulas.
Uma das situações com maior impacto diz respeito aos cursos profissionais de Desporto, que passaram a ter aulas na Abranches Ferrão, na Arrifana. Para as restantes turmas, as aulas de Educação Física serão distribuídas por diferentes instalações, incluindo os pavilhões municipais e o Estádio. Consoante os horários, “haverá transporte incluído” para os alunos, de forma a facilitar as deslocações entre a escola e os locais onde decorrerão as aulas.
Luciano Ribeiro salientou que a direção da escola teve também o cuidado de organizar os horários de forma a minimizar os impactos desta solução, “que deverá manter-se durante o tempo que for estritamente necessário”.
O presidente da Câmara reconheceu que a solução agora adotada não corresponde ao cenário inicialmente desejado. “A verdade é que o ótimo era poderem passar todos já de uma vez e que só se intervinha na fase 2 quando não houvesse lá ninguém”, afirmou. No entanto, acrescentou que essa solução não é compatível com o calendário da empreitada, uma vez que o empreiteiro necessita de começar a preparar a segunda fase.
A requalificação da Escola Secundária de Seia decorre desde janeiro de 2025 e contempla a intervenção nos edifícios escolares, pavilhão gimnodesportivo, campos de jogos e espaços exteriores. A empreitada integra uma intervenção de maior dimensão, financiada através do PRR, e tem vindo a decorrer com recurso a instalações provisórias para garantir o funcionamento das atividades letivas.
