PCP de Seia alerta para redução de resposta no Polo de Saúde de São Romão
A Comissão Concelhia de Seia do PCP manifestou preocupação com a situação da Extensão de Saúde de São Romão, alertando para a redução da resposta pública naquela unidade e defendendo o reforço de meios do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no concelho.
Em comunicado, os comunistas afirmam que os utentes do SNS residentes no concelho de Seia “merecem uma resposta de proximidade”, sublinhando que esse princípio tem vindo a ser comprometido na extensão de São Romão desde que foi criada a Unidade de Saúde Familiar (USF). O PCP considera que os constrangimentos verificados colocam em causa o acesso “atempado, digno e eficaz” aos cuidados de saúde.
Entre os problemas apontados está a perda de médico e enfermeiro de família na unidade, situação que, segundo o partido, “deixa um número significativo de cidadãos sem acompanhamento regular de proximidade” e leva à transferência de utentes para consultas em Seia.
No documento, a Comissão Concelhia refere ainda que não compreende a redução de recursos humanos na extensão de saúde, tendo em conta a recente requalificação das instalações, considerando que tal situação acaba por “afetar a qualidade do atendimento” prestado à população.
O PCP alerta também para o impacto desta realidade “numa população maioritariamente envelhecida, com menores condições de mobilidade e rendimentos mais baixos”, o que pode dificultar o acesso a cuidados médicos, “colocando em risco a prevenção da doença, o acompanhamento de patologias crónicas e a resposta em situações agudas”.
“A saúde é um direito fundamental e não pode depender do local de residência”,
refere o comunicado, no qual é defendida a necessidade de garantir “igualdade no acesso aos cuidados de saúde e respostas concretas imediatas” para os problemas identificados em São Romão.
Situação do polo já tinha motivado reuniões
A situação do Polo Assistencial de São Romão já tinha sido abordada anteriormente pela Junta de Freguesia, que reuniu a 27 de janeiro com a coordenação da USF A’Serrana para analisar as dificuldades sentidas pela população no acesso às consultas.
Na altura, a coordenação da unidade garantiu que o polo iria contar, num futuro próximo, com dois médicos a tempo inteiro, assegurando atendimento médico cinco dias por semana, assegurando também que o encerramento da unidade não está em causa.
Posteriormente, num comunicado divulgado em fevereiro, o executivo da freguesia informou que, após a saída do médico que assegurava consultas no polo, a unidade ficou temporariamente sem consultas médicas regulares presenciais, situação que levou à adoção de uma solução transitória. Durante esse período, as consultas passaram a ser asseguradas por médicos da USF A’Serrana, em dias específicos da semana, enquanto decorre o processo de contratação de novos profissionais.
A Junta de Freguesia tem afirmado que continuará a acompanhar o processo, defendendo a manutenção de cuidados de saúde de proximidade para a população de São Romão.
