Câmara de Seia quer reforçar resposta do Hospital com TAC e cirurgias às cataratas
Luciano Ribeiro disponibilizou-se para assegurar 15% do investimento, caso seja encontrada uma solução de financiamento para o equipamento e as obras necessárias. O presidente da Câmara quer também que o hospital passe a disponibilizar consultas e cirurgias de oftalmologia, incluindo intervenções às cataratas.
O Município de Seia está disponível para comparticipar a instalação de um equipamento de Tomografia Axial Computorizada (TAC) no Hospital Nossa Senhora da Assunção, caso seja encontrada uma solução de financiamento. A proposta foi apresentada por Luciano Ribeiro ao Diretor Executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), durante a inauguração do Centro de Saúde de Seia, realizada a 29 de setembro.
Na última reunião de Câmara, o presidente explicou que aproveitou o contacto com Álvaro Santos Almeida e com o conselho de administração da ULS da Guarda para abordar necessidades do setor da saúde no concelho, desde a carência e estabilidade dos profissionais até ao reforço da capacidade de resposta do hospital.
Segundo Luciano Ribeiro, o Município “suporta 15% do investimento”, correspondente à componente nacional, cabendo à entidade hospitalar assegurar os restantes 85%, caso o projeto consiga financiamento através do programa Centro 2030 ou de outros instrumentos disponíveis.
O autarca salientou que o custo não se limita à aquisição do equipamento, “estimado em cerca de 300 mil euros”, uma vez que também serão necessárias obras, cujo valor poderá ser semelhante.
Doentes têm de se deslocar à Guarda para realizar exames
Atualmente, os utentes que dão entrada ou se encontram internados no Hospital Nossa Senhora da Assunção e necessitam de exames como uma TAC ou uma ressonância magnética têm de ser transportados à Guarda para a sua realização. Estas deslocações implicam a mobilização de ambulâncias e custos para a Unidade Local de Saúde da Guarda (ULS da Guarda).
Para Luciano Ribeiro, a instalação de uma TAC em Seia permitiria reforçar a capacidade de resposta do hospital e reduzir despesas associadas às deslocações. «Fortalece e poupa dinheiro à ULS», afirmou.
O vereador do PSD Rodrigo Amaro sugeriu, por sua vez, que fosse considerada a possibilidade de instalar em Seia o equipamento que está a ser desmantelado no hospital da Guarda, onde foi instalado um novo aparelho, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
De acordo com o presidente da Câmara, o Diretor Executivo do SNS “não fugiu ao desafio”, deixando motivado o diretor clínico dos cuidados hospitalares, Nuno Sousa, para procurar uma solução para concretizar o projeto.
Município quer consultas e cirurgias de oftalmologia
A criação de condições para realizar consultas e cirurgias de oftalmologia no Hospital de Seia foi outra das questões abordadas por Luciano Ribeiro na sequência do contacto com o diretor-executivo do SNS, Álvaro Santos Almeida.
O presidente da Câmara defendeu que o “aumento da atividade cirúrgica de ambulatório” não deve ser encarado como motivo de preocupação quando permite “realizar mais procedimentos sem aumentar a despesa”. Nesse sentido, apontou a oftalmologia, em particular a cirurgia às cataratas, como uma área em que o hospital poderá reforçar a resposta aos utentes da região.
Segundo Luciano Ribeiro, “centenas de pessoas do território” têm de se deslocar a outros locais para aceder a estes cuidados, apesar de considerar que Seia “reúne condições” para desenvolver essa atividade. O autarca referiu que estão a ser trabalhadas soluções para concretizar o objetivo, identificando como uma das questões por resolver a garantia de uma consulta de acompanhamento nas 24 a 48 horas seguintes à intervenção, também em Seia.
A instalação de uma TAC e o desenvolvimento de consultas e cirurgias de oftalmologia são, assim, duas das medidas defendidas pelo Município para reforçar a resposta do Hospital Nossa Senhora da Assunção e aproximar os cuidados de saúde da população.
