António Rocha, de Seia, foi uma das vítimas do 11 de Setembro há 25 anos
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Natural de Vila Verde, no concelho de Seia, António Augusto Tomé Rocha tinha 34 anos e trabalhava no 105º andar da Torre Norte do World Trade Center. Era casado e pai de dois filhos.

Faz esta sexta-feira, 11 de setembro, 25 anos que os atentados terroristas contra o World Trade Center, em Nova Iorque, mudaram para sempre os Estados Unidos da América e o mundo. Entre as quase três mil vítimas estava um homem com raízes no concelho de Seia: António Augusto Tomé Rocha, conhecido nos Estados Unidos por “Tony” Rocha.

Natural de Vila Verde, no concelho de Seia, António tinha 34 anos quando perdeu a vida nos atentados. Casado e pai de duas crianças, vivia em East Hanover, no estado de Nova Jérsia, e tinha construído uma carreira na área financeira.

À data dos ataques, trabalhava na Cantor Fitzgerald, uma empresa financeira que ocupava vários pisos da Torre Norte do World Trade Center. António trabalhava no 105º andar, quando, na manhã de 11 de setembro de 2001, um dos aviões sequestrados pelos terroristas embateu contra a torre.

Segundo relatos publicados sobre a sua história, António ainda conseguiu telefonar à mulher, Marilyn, depois do impacto do avião, dando-lhe conta do que estava a acontecer. A chamada acabaria por ser interrompida.

O seu percurso profissional tinha sido particularmente relevante. Antes de ingressar na Cantor Fitzgerald, António trabalhara na Garban Intercapital e chegara a assumir responsabilidades como corretor nos mercados emergentes. Em junho de 2001, poucos meses antes dos atentados, tinha iniciado funções na Cantor Fitzgerald.

A empresa viria a ser uma das mais atingidas pela tragédia, tendo perdido centenas de trabalhadores que se encontravam nos pisos superiores da Torre Norte.

Uma família marcada pela tragédia

Em Portugal, a notícia do atentado foi acompanhada com enorme angústia pela família de António e pela comunidade de Vila Verde.

O tio materno, José Correia Tomé, que tinha vivido durante anos nos Estados Unidos e conhecia bem o World Trade Center, contou na altura à imprensa portuguesa o desespero vivido pela família enquanto aguardava notícias sobre o sobrinho. A própria filha de José Correia Tomé trabalhava num edifício próximo do World Trade Center e conseguiu escapar com vida.

A confirmação da morte de António chegou alguns dias depois. O corpo foi encontrado entre os escombros e António acabou por ser sepultado em East Hanover, Nova Jérsia.

O nome do senense está hoje inscrito no Memorial do 11 de Setembro, em Nova Iorque, entre as milhares de vítimas dos ataques. António Augusto Tomé Rocha surge igualmente identificado no memorial nacional de Nova Jérsia dedicado às vítimas do 11 de Setembro.

Vinte e cinco anos depois

Um quarto de século depois da tragédia, António Rocha continua a ser recordado pela família e pelas comunidades portuguesa e luso-americana.

25 anos depois daquele dia que marcou a história contemporânea, o nome de António Rocha continuará inscrito entre as vítimas do 11 de Setembro – e também na memória de Vila Verde e do concelho de Seia, onde tem raízes familiares.

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