João Tilly considera um “escândalo a nível nacional” a situação da ESTH de Seia
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O deputado João Tilly também aproveitou a reunião da Assembleia Municipal de Seia para falar sobre a Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH).

Na sua intervenção, o eleito do Chega, que nas eleições de 12 de outubro se candidata à Câmara Municipal, referiu que o Turismo de Portugal “abriu um concurso para os alunos que quiserem entrar nas 12 escolas da sua rede. O Turismo de Portugal vai pagar 50 por cento do alojamento e toda a alimentação gratuita. Fui ver se a nossa Escola fazia parte dessas 12 e não. Há 12: Viana do Castelo, Porto, Lamego, Coimbra, Caldas da Rainha/Óbidos, Portalegre, Lisboa, Estoril, Setúbal, Portimão, Faro e Vila Real de Santo António. Não há nenhuma no interior, não há nenhuma na Serra da Estrela”.

João Tilly considera “gravíssimo” o número de alunos colocados na 1ª e 2ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, sendo de apenas três alunos em cada fase. “Este é mesmo um escândalo a nível nacional dado o número de anos em que se arrasta esta situação”.

Lamenta que a fraca escolha de Seia “não é nova” e “já se arrasta há vários anos e cada vez está pior”.

“A Câmara Municipal continua a apurar, continua a dizer que vai fazer, continuar a envidar esforços mas os resultados não se vêem, daí o tal marasmo”, critica.

O candidato do Chega falou também no “inacreditável despovoamento” do concelho, encontrando em muitas das aldeias “dezenas de casas de granito à venda, casas que valiam uma fortuna noutro lugar qualquer e aqui ninguém as compra”.

João Tilly acompanha Pedro Nuno Silva em relação às obras prometidas pela gestão socialista e não concretizadas, mas aproveitou para questionar sobre a “tão proclamada reforma nos quadros da Câmara Municipal de Seia”, em que “ia tudo mudar e havia uma remodelação total e que até vinha uma entidade externa servir de júri para os concursos. O que sabemos é que o tão proclamado CEO ganhou o concurso e não tomou posse. Nós não temos essa justificação, nem por parte da pessoa, que por acaso é o candidato do PSD [Paulo Hortênsio], nem por parte do senhor presidente, que por acaso é o candidato do PS”.

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