Suspeito dos incêndios em Sandomil recolhe à cadeia
O presumível autor de dois incêndios florestais na freguesia de Sandomil, no concelho de Seia, ocorridos no sábado, ficou em prisão preventiva.
O suspeito, de 49 anos, foi ouvido em primeiro interrogatório judicial durante toda a tarde desta segunda-feira, no Tribunal de Seia, tendo o juiz decretado a sua prisão preventiva. Foi conduzido pelos inspetores da Polícia Judiciária (PJ) da Guarda à cadeia daquela cidade.
Os fogos terão sido ateados “com recurso a chama direta, em contexto de uma alegada contenda entre o suspeito e um vizinho, um perto de uma casa de habitação e o outro em formações vegetais espontâneas, em local favorável à sua propagação”, referiu em comunicado a PJ.
O alerta foi dado pelo vizinho através do número de emergência 112 e a GNR de Seia deslocou para o local patrulhas com militares do posto que efetuaram o levantamento inicial do evento, identificando testemunhas que apontaram o homem como o presumível autor, explica a PJ.
Os militares da GNR encontraram o homem “com queimaduras e ferimentos ligeiros” e após a sua identificação foi conduzido para o Posto Territorial da GNR de Seia, onde ficou retido até à chegada dos inspetores da PJ, que efetuou a sua detenção por se tratar de um crime doloso de incêndio florestal.
O incêndio, que teve início às 10:29h de sábado, foi declarado como dominado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) já na madrugada de domingo, por volta das 05:00h.
As chamas chegaram a ser combatidas por 614 operacionais, auxiliados por 183 viaturas, oito máquinas de rastos e 17 meios aéreos.
O incêndio teve início em Sandomil e progrediu às freguesias vizinhas de Torroselo e Folhadosa, Carragozela e Várzea de Meruge, Vila Cova à Coelheira, São Romão, Sazes da Beira e Valezim.
Sobre eventuais prejuízos, o presidente da Câmara Municipal de Seia, Luciano Ribeiro, adiantou que a autarquia já está a fazer um levantamento, depois de o incêndio ter percorrido várias localidades e zonas industriais e ter destruído “uma casa devoluta, que já não estava em condições de habitabilidade”, e alguns anexos agrícolas.
