FCT aprova três projetos liderados pelo Politécnico da Guarda no valor de 750 mil euros
Três projetos de investigação científica e desenvolvimento tecnológico (IC&DT), na área da saúde, liderados pelo Instituto Politécnico da Guarda (IPG), foram aprovados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).
Os trabalhos envolvem um financiamento total de 750 mil euros, dos quais 448 mil euros são para as equipas de investigação que estudam a prevenção do declínio cognitivo de idosos, o uso de frutos vermelhos para a prevenção cardiovascular e o desenvolvimento de um ‘penso inteligente’ para o controlo e tratamento de feridas crónicas.
Um dos projetos é em parceria com a Universidade do Minho e dois com a Universidade da Beira Interior (UBI), liderando o Politécnico da Guarda os três consórcios.
Para o projeto “Idosos Beira Interior – Guarda: biomarcadores imunológicos da cognição” a FCT atribuiu 191.127 euros de incentivo ao Politécnico da Guarda, ficando a UBI com 21.260 euros. O projeto estuda a prevenção do declínio cognitivo em pessoas com mais de 65 anos
, para “encontrar novas estratégias para a prevenção e gestão deste problema de saúde pública em rápido crescimento”. Segundo a investigadora Elsa Cardoso, o objetivo principal do projeto é “encontrar novas estratégias para a prevenção e gestão deste problema de saúde pública em rápido crescimento”. A responsável, citada numa nota de imprensa enviada ao Seia Digital, refere que a investigação tem ainda como objetivo “a deteção de novos marcadores imunológicos do declínio cognitivo associado ao envelhecimento”.
O projeto “Red4Cardio – Formulações naturais seguras, saudáveis e sustentáveis à base de frutos vermelhos para a prevenção de doenças cardiovasculares” será também realizado com a UBI, cabendo-lhe 83.721 euros e 128.666 euros ao IPG.
“O Red4Cardio consiste no desenvolvimento de novas bebidas à base de frutos vermelhos e seus subprodutos com potencial antioxidante e promotor da saúde cardiovascular”, refere o IPG.
O investigador coordenador, Luís Silva, explicita que “o Red4Cardio é um projeto de investigação que visa o desenvolvimento de formulações de base natural à base de frutos vermelhos com o intuito de prevenir as doenças cardiovasculares”, estando englobados vários ensaios in vitro, in vivo e clínicos, com o intuito de aferir estes benefícios.
No projeto “MuSSHeal – Penso multirresponsivo para o controlo e tratamento de feridas crónicas”, ao IPG caberão 128.152 euros e à Universidade do Minho 84.015 euros.
A ideia é criar um ‘penso inteligente’ capaz de “monitorizar e estimular o processo de cicatrização de feridas”, recorrendo a materiais eletroativos numa abordagem “económica e ambientalmente sustentável”, adianta Sónia Miguel, coordenadora da investigação.
Focado no desenvolvimento de novos biomateriais inovadores para o tratamento de feridas crónicas, este projeto “aposta em soluções com propriedades diferenciadoras capazes de responder aos desafios atuais da saúde”, afirma Sónia Miguel.
Para Joaquim Brigas, o Politécnico da Guarda “continua a somar projetos de investigação e desenvolvimento aprovados no âmbito da política científica que implementou nos últimos anos, quer nos projetos europeus que integra ou lidera”, quer nas candidaturas à FCT.
O presidente do IPG destaca que depois de a FCT ter classificado quatro centros em que o Politécnico da Guarda participa com ‘Muito Bom’, um dos quais criado de raiz na Guarda e só com investigadores próprios – dando-lhe acesso a um financiamento global superior a 2,5 milhões de euros – a aprovação destes três projetos “vem acrescentar cerca de meio milhão de euros às linhas de investigação que a instituição está a levar a cabo”.
