Seia testa bolsa de voluntários para apoiar cuidadores informais
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Projeto-piloto pretende permitir períodos de descanso aos cuidadores informais, através do acompanhamento temporário das pessoas cuidadas por voluntários previamente selecionados e capacitados. O apoio está previsto para ausências de curta duração, até três horas consecutivas. O concelho tem cerca de 70 cuidadores identificados, mas a Câmara admite dificuldades em reunir voluntários suficientes.

O Município de Seia vai colaborar com o Instituto da Segurança Social na implementação de um projeto-piloto de uma Bolsa de Voluntários destinada a apoiar os cuidadores informais, permitindo-lhes fazer pausas temporárias nas tarefas de acompanhamento das pessoas de quem cuidam.

A iniciativa foi discutida em reunião de Câmara, no âmbito da análise do protocolo de colaboração entre as duas entidades. Durante a discussão, foi destacado o facto de Seia ter sido escolhido para testar este modelo de apoio, que pretende explorar formas de proporcionar períodos de descanso aos cuidadores para além das respostas atualmente existentes.

Segundo Luciano Ribeiro, o protocolo pretende regular a colaboração entre o Município e a Segurança Social, permitindo testar soluções que respondam às necessidades dos cuidadores informais. O autarca reconheceu, contudo, que a concretização do projeto poderá enfrentar dificuldades, nomeadamente na angariação de voluntários em número suficiente e com disponibilidade para assegurar o acompanhamento necessário.

Câmara quer garantir acompanhamento por equipas de duas pessoas

A vereadora com o pelouro da Saúde e Qualidade de Vida, Teresa Pereira, explicou que a equipa municipal pretende que o acompanhamento seja assegurado por duas pessoas, em vez de um único voluntário.

“É nunca estar uma pessoa só, estarem sempre duas”, afirmou, reconhecendo que esta opção poderá dificultar ainda mais a constituição da bolsa, uma vez que o Município não prevê conseguir reunir um número elevado de voluntários.

A responsável explicou que a equipa está a tentar estruturar o modelo de funcionamento, tendo também em conta a preocupação de não deixar um voluntário sozinho nestas situações.

Durante a reunião, foi ainda referido que o concelho de Seia tem cerca de 70 cuidadores informais, um universo que evidencia a necessidade de encontrar pessoas disponíveis para integrar a bolsa e assegurar os períodos de descanso pretendidos.

Acompanhamento temporário até três horas

De acordo com o protocolo, o projeto-piloto prevê períodos de ausência temporária do cuidador informal não superiores a três horas consecutivas. Durante esse intervalo, os voluntários acompanharão a pessoa cuidada, permitindo ao cuidador dispor de algum tempo para tratar de assuntos pessoais, descansar ou realizar outras atividades.

A Câmara Municipal ficará responsável pela gestão da bolsa de voluntários, enquanto os profissionais de referência da Segurança Social e da área social e de saúde deverão identificar os cuidadores e as pessoas cuidadas elegíveis, de acordo com as avaliações e os planos individuais de intervenção.

O modelo pretende complementar as respostas existentes, sem substituir os cuidados prestados por profissionais de saúde ou por serviços especializados.

A implementação do projeto dependerá da organização da resposta e da capacidade de mobilizar voluntários com formação e disponibilidade para assegurar o acompanhamento das pessoas cuidadas.

📸 DR / Divulgação

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