ULS da Guarda destaca reforço dos cuidados de saúde e investimento de dezenas de milhões de euros
Rita Teimão Figueiredo revelou que Seia tem dois novos médicos na USF, destacou a contratação de um novo internista para o Hospital, a retoma da cirurgia ortopédica e apontou o crescimento da rede de Unidades de Saúde Familiar na ULS da Guarda.
A presidente do Conselho de Administração da ULS da Guarda, Rita Teimão Figueiredo, aproveitou a inauguração do Centro de Saúde de Seia para fazer um balanço da evolução dos cuidados de saúde na região e dos investimentos realizados nos últimos anos.
Na sua intervenção, a responsável destacou a reorganização dos cuidados de saúde primários, o reforço dos recursos humanos e a requalificação das instalações, enquadrando a intervenção no Centro de Saúde de Seia numa transformação mais abrangente da ULS. Destacou igualmente o aumento da atividade no Hospital Nossa Senhora da Assunção.
Em Seia, Rita Teimão Figueiredo salientou a existência de duas Unidades de Saúde Familiar (USF), A’Serrana e Nova Estrela, que garantem, segundo afirmou, “cobertura de 100%” dos utentes do concelho. A presidente da ULS revelou ainda que foram recentemente recrutados dois novos médicos para Seia, “que iniciaram funções há pouco mais de um mês”.
ULS passou de três para dez USF
Rita Teimão Figueiredo destacou também a expansão da rede de USF da ULS da Guarda. Segundo os dados apresentados, a instituição “passou de três para dez USF” num período de dois anos, evolução que enquadrou numa aposta no reforço dos cuidados de saúde primários e na proximidade dos serviços às populações.
A responsável defendeu que os investimentos em instalações e equipamentos devem ser acompanhados por uma melhoria efetiva da resposta prestada aos utentes.
“O investimento representa, sobretudo, uma ULS que decidiu que o Interior não pode resignar-se nem vai ter menos que os outros. Essa tem sido uma das constantes reivindicações do Conselho de Administração. A ULS da Guarda não pode perder oportunidades simplesmente porque está no Interior. Pelo contrário, temos de ser mais rápidos em identificá-las, temos de ser mais exigentes na preparação de projetos, temos de ser mais persistentes na negociação e temos de ser mais eficazes na execução”, salientou.
Mais de 35 milhões de euros em investimentos
Na intervenção foram apresentados vários investimentos realizados ou em curso na ULS da Guarda. Rita Teimão Figueiredo apontou para um investimento superior a 35 milhões de euros no período de 2025-2026, associado a 32 projetos de modernização das instalações, equipamentos e respostas de saúde, num total de 89 investimentos financiados pelo PRR.
“É um volume de investimento muito significativo para uma instituição e para um território com a nossa dimensão”, sublinhou.
Entre os investimentos referidos estiveram a aquisição de novos equipamentos de imagiologia, intervenções na área da saúde materno-infantil e projetos relacionados com a saúde mental.
A responsável destacou igualmente o peso do PRR na concretização de várias destas intervenções, considerando que o programa representa uma oportunidade para transformar as condições de prestação de cuidados de saúde.
“O PRR não é uma coleção de obras. É provavelmente uma das maiores oportunidades de transformação do Serviço Nacional de Saúde das últimas décadas”, afirmou.
“A nossa visão é muito clara, não deixar perder nenhuma oportunidade de investimento para esta região e transformar os recursos disponíveis em capacidade real de resposta à população”.
Cirurgia ortopédica retomada após 12 anos no Hospital de Seia
A presidente da ULS da Guarda fez também um balanço da situação encontrada no Hospital Nossa Senhora da Assunção e das mudanças entretanto verificadas.
“Quando chegámos encontrámos um hospital estagnado, com fraco investimento em recursos humanos, com equipas absolutamente resilientes, mas também exaustas, um serviço de urgência instável e muitas vezes sem capacidade de resposta, onde o encerramento era uma realidade. Para além disso, encontrámos um bloco cirúrgico sem atividade, equipas igualmente desmotivadas, mas ansiosas por poder fazer mais”, afirmou.
Entre as mudanças apresentadas esteve a retoma da cirurgia ortopédica, a 6 de janeiro de 2026, depois de uma interrupção de cerca de 12 anos. Até ao final de agosto tinham sido realizadas perto de 200 intervenções, segundo os dados apresentados por Rita Teimão Figueiredo.
A responsável destacou igualmente o aumento da atividade noutras áreas, nomeadamente na cirurgia geral, dermatologia e medicina física e de reabilitação, além do crescimento do número de consultas em várias especialidades.
Na área da urgência, afirmou que a resposta tem sido assegurada sem encerramentos e destacou a entrada de um novo médico internista, “o que há muitos anos não acontecia em Seia”.
Rita Teimão Figueiredo aproveitou ainda para agradecer ao Município de Seia “toda a disponibilidade e parceria” no trabalho desenvolvido na área da saúde.
A intervenção da presidente do Conselho de Administração da ULS da Guarda terminou com a defesa da continuidade do reforço dos serviços, dos profissionais e das condições de atendimento às populações abrangidas pela instituição.
