Universidade Politécnica da Guarda coloca 372 alunos na 1ª fase e esgota vagas em Enfermagem e Design
A Universidade Politécnica da Guarda (UPG) colocou 372 estudantes na 1ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2026, mais 94 alunos do que o Instituto Politécnico da Guarda tinha colocado no mesmo período do ano passado.
De acordo com os dados do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, a UPG preencheu a totalidade das vagas nos cursos de Enfermagem e de Design de Equipamento e Ambientes.
A licenciatura em Educação Básica ficou com apenas duas vagas disponíveis para a 2ª fase, enquanto o curso de Marketing ficou com uma vaga por preencher.
Também os cursos de Desporto, Comunicação e Relações Públicas e Gestão registaram taxas de colocação consideradas positivas. No conjunto, a Universidade Politécnica da Guarda preencheu 50,5% das vagas colocadas a concurso.
Reitor critica aumento de vagas no litoral
O reitor da UPG, Joaquim Brigas, considera que os resultados demonstram a confiança de estudantes e famílias no projeto da nova universidade politécnica.
“Há centenas de estudantes e de famílias que confiam no processo de afirmação e de qualificação desta nova universidade politécnica, enquanto instituição de ensino e de investigação científica”, afirma.
Ao mesmo tempo, o responsável critica o aumento generalizado de vagas nas instituições de ensino superior dos grandes centros urbanos, considerando que esta política prejudica as instituições localizadas no interior.
Segundo Joaquim Brigas, 75% das vagas do Concurso Nacional de Acesso de 2026 ficaram concentradas no litoral entre Braga e Setúbal, situação que, na sua perspetiva, cria uma concorrência desfavorável para as instituições de ensino superior instaladas em territórios de baixa densidade.
O reitor considera que o aumento de vagas nos grandes centros constitui “uma política errada, que o país irá pagar caro a médio prazo”.
A questão já tinha motivado uma deliberação do então Instituto Politécnico da Guarda dirigida ao Governo e uma moção aprovada pela Assembleia Municipal da Guarda, contestando as consequências da política de distribuição de vagas para as instituições do interior.
ESTH coloca sete estudantes
Na Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH) de Seia foram colocados sete estudantes na primeira fase.
O curso de Gestão Hoteleira registou duas colocações, ficando 18 vagas disponíveis. Turismo e Lazer e Restauração e Catering não tiveram colocações, mantendo 12 vagas por preencher em cada curso.
Gestão do Turismo e da Hospitalidade registou duas entradas, ficando com dez vagas disponíveis, enquanto Marketing e Inovação no Turismo colocou três estudantes, mantendo 17 vagas para as próximas fases.
Segunda fase decorre até 20 de setembro
A UPG prepara agora a segunda fase do Concurso Nacional de Acesso, que decorre entre 24 de agosto e 20 de setembro, através da plataforma da Direção-Geral do Ensino Superior.
Joaquim Brigas afirma que a instituição espera preencher a maioria das vagas disponíveis, à semelhança do que aconteceu nos anos anteriores no Instituto Politécnico da Guarda.
“Faremos tudo para recuperar a dinâmica de procura e continuaremos a afirmar a Universidade Politécnica da Guarda como um ator fundamental para o desenvolvimento da sua região”, afirma.
No ano letivo 2026/2027, a UPG vai iniciar ainda três cursos de doutoramento, que se juntam às 27 licenciaturas, 16 mestrados e 27 Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) atualmente em funcionamento.
A instituição destaca também os apoios sociais disponibilizados aos estudantes, incluindo bolsas e alojamento, estando prevista para este ano a inauguração de uma nova residência estudantil.
O reitor garante que a Universidade Politécnica da Guarda pretende continuar a reforçar o seu papel enquanto instituição de ensino superior e agente de desenvolvimento e coesão territorial na região.
