Câmara de Seia exige reforço médico e defende valorização dos pólos das unidades de saúde
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A Câmara Municipal de Seia voltou a manifestar preocupação com a falta de médicos de família no concelho, defendendo a valorização dos pólos das Unidades de Saúde Familiar (USF) e aguardando com expectativa os resultados dos concursos atualmente em curso para a contratação de novos profissionais. Município apoia atualmente 12 médicos com alojamento, alimentação e deslocações.

O tema foi abordado pelo presidente da Câmara Municipal, Luciano Ribeiro, na última reunião do executivo, na sequência de vários contatos mantidos com comissões de utentes e juntas de freguesia, particularmente ligados à USF A’Serrana, onde a carência de médicos tem motivado preocupação entre a população.

Segundo o autarca, a situação mantém-se praticamente inalterada desde o início do ano, estando agora as expectativas centradas nos concursos lançados pela Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda para a especialidade de Medicina Geral e Familiar.

“Em junho saberemos se as administrações foram capazes ou não de atrair médicos ou médicas para estes desafios e para este tipo de organização”, afirmou Luciano Ribeiro.

De acordo com a informação avançada pelo presidente da Câmara, estão abertas 20 vagas para médicos de Medicina Geral e Familiar na ULS da Guarda, duas das quais destinadas ao concelho de Seia, concretamente à USF A’Serrana.

Câmara quer reforçar pólos de proximidade

Além da questão da contratação de médicos, Luciano Ribeiro revelou ter transmitido ao Conselho de Administração da ULS da Guarda e à ministra da Saúde a necessidade de preservar e reforçar os pólos de atendimento existentes nas antigas extensões de saúde do concelho.

O autarca sublinhou que o modelo das USF de Seia foi concebido precisamente para funcionar com pólos descentralizados e não apenas concentrado na sede do concelho.

“Algo de que não abdicamos é da valorização dos pólos. Nem admitimos que possam ser, devagarinho, externalizados. Compreendemos as dificuldades atuais, mas a valorização dos pólos é essencial”, afirmou.

Segundo o presidente da Câmara, esta posição foi formalmente transmitida ao Ministério da Saúde e à administração da ULS, numa tentativa de garantir a manutenção da proximidade dos cuidados de saúde às populações das freguesias.

Município apoia 12 médicos

Durante a reunião, Luciano Ribeiro respondeu também a uma questão colocada pelo vereador Rodrigo Amaro (PSD) sobre os incentivos municipais atribuídos a profissionais de saúde.

O presidente da Câmara revelou que o município está atualmente a apoiar 12 médicos, dos quais oito exercem funções no Hospital de Seia e quatro nos cuidados de saúde primários.

Os apoios incluem despesas de alojamento, alimentação e deslocações, destinando-se sobretudo a profissionais das áreas da cirurgia, anestesia e médicos que asseguram o funcionamento das urgências.

O autarca adiantou ainda que o município continuará disponível para apoiar novos profissionais que venham a fixar-se no concelho, nomeadamente através do financiamento das deslocações.

Luciano Ribeiro revelou igualmente que a Câmara está a tentar atrair para Seia uma família de médicos proveniente de Viseu, numa tentativa de reforçar os recursos humanos disponíveis na área da saúde hospitalar.

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